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Juro mais alto nos EUA não impede nova captação, diz Meirelles

Ao ser indagado se a perspectiva de elevação nas taxas de juro nos EUA poderia prejudicar o cronograma de financiamento externo do Brasil, que ainda prevê uma captação de US$ 2,5 bilhões neste ano, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que o Brasil está à frente do planejado para as reservas. "Portanto, nós temos tempo. O Brasil tem fundamentos sólidos e o mercado vai continuar operando normalmente. O retorno da taxa de juros nos EUA a níveis mais próximos das médias históricas não vai impedir que, no momento adequado, o Brasil acesse o mercado externo", afirmou.Ele insistiu que o Brasil está em uma posição muito confortável, não somente com fundamentos sólidos, mas também com a área externa muito sólida, com a balança comercial forte, conta corrente forte, e, além disso, com as reservas à frente do planejado.Ao ser novamente perguntado pelos repórteres se a previsão da captação estaria mantida, Meirelles respondeu: "Tínhamos no início do ano uma previsão de captações externas e uma previsão de captações internas e, no consolidado, estamos à frente do que prevíamos, o que nos dá de novo tranqüilidade para acessarmos o mercado externo quando julgarmos conveniente", afirmou Meirelles, após fazer palestra a empresários na Câmara Brasil-EUA.Panorama favorável ao BrasilMeirelles disse ainda que a perspectiva de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos não altera a sua avaliação de que a economia mundial se encontra em um momento bastante favorável à economia brasileira."O panorama da economia mundial é muito favorável ao Brasil porque o mundo está crescendo, os Estados Unidos, Japão e a Ásia estão crescendo. Parceiros comerciais importantes do Brasil estão crescendo. Tudo isso gera uma perspectiva favorável para as exportações brasileira e, portanto, gera expectativa favorável para o fluxo de recursos para o Brasil, na medida em que a melhora nos fundamentos da área externa do País é causada especialmente pela melhora das exportações e pelo saldo comercial muito forte", afirmou.Ao comentar sobre um possível impacto no Brasil do aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, Meirelles respondeu: "A economia brasileira hoje se encontra com fundamentos muitos mais sólidos do que tinha em um passado recente. Portanto, a economia brasileira já se preparou para uma possível subida das taxas de juros americanas, que não se sabe quando exatamente virá, mas virá em alguma hora em função de que o patamar das taxas de juros americanas está historicamente baixo e é normal que volte num certo momento a patamares normais".

Agencia Estado,

23 de abril de 2004 | 15h35

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