Juro médio caiu de 56,7% em junho para 54,9% em julho

A taxa média de juros cobrada nas operações de crédito com recursos livres em julho caiu para 54,9% ao ano. "O processo de redução da taxa Selic iniciado em junho foi determinante para esse resultado, assim como a convergência dos índices de inflação em direção às metas estabelecidas, fator que vem possibilitando novos cortes na taxa básica", afirmam, em documento divulgado hoje, os técnicos do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central. Em junho, a taxa média de juros estava em 56,7% ao ano. A taxa de juros média cobrada das empresas caiu de 38,6% ao ano para 37,7% em julho enquanto que a taxa cobrada das pessoas físicas caiu de 81,4% para 77,9%. "A diminuição das taxas ativas ocorreu em maior intensidade nas operações com pessoas físicas, 3,5 pontos porcentuais. As quedas mais significativas foram registradas em crédito pessoal e em cheque especial", destacam os técnicos do BC. A taxa média do cheque especial, a modalidade de crédito mais cara do mercado, caiu de 177% ao ano para 173,9% ao ano. "No crédito destinado às pessoas jurídicas, destacam-se as operações pactuadas a juros flutuantes, cuja taxa média registrou queda de 1,2 ponto porcentual, em linha com o comportamento da taxa dos Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI)", argumentam os técnicos do Banco Central. O spread - diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada dos clientes - registrou uma queda em julho tanto para as empresas quanto para as pessoas físicas.No caso das empresas, o spread cobrado caiu apenas 0,1 ponto porcentual, para 14,6% ao ano. Para as pessoas físicas, o spread passou de 58,5% ao ano para 56,4% ao ano, queda de 2,1 ponto porcentual. No geral, o spread cobrado pelo sistema financeiro em julho ficou em 32,4%, valor 0,8 ponto porcentual abaixo do registrado em junho. Essa pequena queda do spread é uma resposta à tendência de melhora da conjuntura econômica, segundo avaliação do Depec. A taxa de inadimplência do sistema permaneceu em julho no patamar de 8,8%. Avaliando apenas o nível de inadimplência das empresas, a taxa permaneceu estável em 4,7%. Nas operações com pessoas físicas, a taxa caiu de 15,5% par 15,2%.

Agencia Estado,

26 de agosto de 2003 | 11h30

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