Juro médio do crédito cai para 37,9% em maio

Mesmo com queda, taxa média ainda revela elevação de 0,3 ponto porcentual no acumulado de 12 meses

Célia Froufe e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

25 de junho de 2009 | 11h13

A taxa média de juros no crédito livre (taxa de juros livremente pactuada) caiu a 37,9% em maio. Em abril, tinha sido de 38,6%. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 25, pelo Departamento Econômico do Banco Central. No caso da pessoa física, o juro médio caiu a 47,3% em maio, de 48,8% no mês anterior. Já no levantamento para a pessoa jurídica, a taxa média cedeu de 28,8% (abril) para 28,5% no mês passado. Apesar das reduções, no levantamento geral a taxa média ainda revela elevação de 0,3 ponto porcentual no acumulado de 12 meses.

 

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O Banco Central registrou também queda do spread médio das operações de crédito livre, de 28,2 ponto porcentual, em abril, para 28,1 ponto porcentual em maio. No caso da pessoa física, houve redução do spread médio para 37,4 pontos porcentuais em maio, de 38,5 pp no mês anterior. Já em relação ao dado apurado para a pessoa jurídica, houve elevação do spread médio de 18,3 ponto porcentual, em abril, para 18,7 pp no mês passado.

 

A alta no spread para empresas foi puxada pela abertura do mercado de crédito externo para as grandes empresas, que tem feito com que bancos voltem a emprestar mais para as companhias de menor porte. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, esse aumento das operações para clientes de menor porte aumenta o risco das operações, o que faz com que as instituições financeiras elevem a margem cobrada na operação.

 

Outro fator que explica o aumento do spread nas operações para as pessoas jurídicas é o aumento da inadimplência. Em maio, a parcela dos empréstimos com atraso superior a 90 dias atingiu 3,2%, no maior patamar desde maio de 2001, quando estava em 4,2%.

 

No acumulado de 12 meses até maio, o spread médio apresentou elevação em todos os levantamentos: geral (3,6 pp), pessoa jurídica (4,2 pp) e pessoa física (3,9 pp).

 

Cheque especial

 

A autoridade monetária também anunciou que o juro médio cobrado no cheque especial chegou a 167,8% ao ano no mês passado, ante 166,3% em abril. Nessas operações, o spread médio - diferença entre o que o banco paga para quem aplica o dinheiro na instituição e o quanto cobra de quem toma o recurso emprestado - também subiu, passou de 156,3 pontos para 158,4 pontos porcentuais entre abril e maio.

 

O BC também anunciou que o saldo dos empréstimos com cheque especial caiu 2,5% em maio na comparação com abril, para R$ 17,59 bilhões. Essa foi a primeira queda do valor emprestado no cheque especial após quatro meses seguidos de aumento do montante.

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