Juro médio dos bancos cai para 49,8% em setembro

A taxa média de juros cobrada pelo sistema financeiro em setembro, nas operações com recursos livres, manteve sua trajetória de queda, atingindo 49,8% ao ano. Em agosto, essa taxa média estava em 52,7% ao ano. Na avaliação dos técnicos do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, a queda na taxa média é reflexo do abrandamento da política monetária. "No tocante ao spread bancário, assinala-se a diminuição pelo quarto mês consecutivo, refletindo a melhora na percepção de risco das operações de crédito, bem como a redução da alíquota de recolhimento compulsório sobre depósitos à vista, que passou a vigorar a partir de 20 de agosto", explicam os técnicos, avaliando a queda de 31,3% para 30,6% do spread entre agosto e setembro. O spread é a diferença entre a taxa cobrada do tomador final de empréstimo e a taxa de captação do banco. Para as empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres em setembro ficou em 34%, o que representou uma queda de 2,3 pontos porcentuais em relação a agosto, o que foi a queda "mais significativa" dos últimos quatro meses, segundo revelam os técnicos do Depec. O spread foi de 14,3%, praticamente no mesmo patamar de agosto, quando essa taxa estava em 14,5%. Cheque especialPara as famílias, a taxa média de juros das operações de financiamento ficou em 70,7%, queda de 3,8 pontos porcentuais em relação a agosto, segundo o Depec. O spread, neste caso, ficou em 52,1%, abaixo portanto dos 53,6% praticados até agosto. "A taxa dos empréstimos destinados às pessoas físicas manteve a tendência iniciada em abril", apontam os técnicos do Depec. O grande destaque do mês foi a queda de 11,7 pontos porcentuais da taxa de juros do cheque especial, que recuou de 163,9% ao ano para 152,2% ao ano. Nos financiamentos de veículos, a taxa diminuiu 2,6 pontos porcentuais, atingindo 38,8% ao ano, o menor valor registrado pelo BC desde abril de 2002, quando a taxa era de 37,1% ao ano. A taxa de inadimplência geral registrou um aumento de 0,2 ponto porcentual, passando para 8,7%. "Esse resultado foi determinado por atrasos pontuais em operações com grandes empresas", justificaram os técnicos do Depec. No segmento empresarial, essa taxa subiu de 4,5% para 4,8%, enquanto que nas operações envolvendo pessoas físicas, a taxa registrou um pequeno recuo, passando de 14,8% para 14,7%. Leia também: Redução das taxas de juros é inegável, diz BC Bancos emprestam 1,2% a mais em setembro

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