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Juro médio no crédito ao consumidor chega a 43% ao ano, o maior desde 2011

Taxa de juro ao consumidor em junho é a maior desde março de 2011; inadimplência média caiu na passagem de maio para junho, informa o Banco Central

Mariana Congo, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 10h45

A taxa de juros média ao consumidor no crédito livre apresentou alta de 0,5 ponto porcentual na passagem de maio para junho. Com isso, o juro médio para pessoa física ficou em 43% ao ano em junho, o maior desde 2011. A série histórica do Banco Central para este indicador vem desde março de 2011.

Já a inadimplência da pessoa física no crédito livre registrou recuo de 6,7% para 6,5% na comparação mensal.

O crédito livre ao consumidor representa os empréstimos e financiamentos com taxas livremente negociadas entre instituições financeiras e consumidores para compra de bens em geral, veículos, arrendamento mercantil, desconto de cheques e crédito renegociado, além do cheque especial e do crédito pessoal. 

Em junho, o juro médio do cheque especial - modalidade mais cara de empréstimo no mercado - chegou a 171,5% ao ano, taxa mais alta desde novembro de 2011, quando estava em 171,8%. 

Já o crédito imobiliário, por exemplo, não entra na conta dos recursos livres, já que é um recurso direcionado. O crédito direcionado é regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMV) ou vinculado a recursos orçamentários do governo para incentivo da produção e do investimento em médio e longo prazos nos setores habitacional, rural e infraestrutura. O crédito direcionado também inclui o as operações rurais e os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesta modalidade, a taxa média para o consumidor caiu de 7,9% ao ano em maio para 7,7% em junho.

Bancos. Apesar da taxa básica de juros, a Selic, ter sido mantida pelo Banco Central em 11% ao ano pelo segundo mês consecutivo, os bancos ampliaram o spread bancário no crédito livre ao consumidor de 30,5 pontos porcentuais para 31,3 pontos porcentuais entre maio e junho. 

O spread representa o "preço do dinheiro" para o banco. O banco paga para "comprar dinheiro" no mercado e também tem seus custos para manter suas atividades. A diferença entre esse custo geral e o preço de "venda" do dinheiro ao consumidor, via empréstimos e financiamentos, é chamada de spread bancário

A captação dos bancos tem a Selic como taxa de referência. Na passagem de maio para junho, a taxa média de captação de recursos livres para empréstimos para pessoa física recuou de 12% ao ano para 11,7%.

Questionado sobre o aumento do spread, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou que as modalidades que têm taxas de juros mais elevadas são mais sensíveis ao movimento da Selic. "O cheque especial, por exemplo, no ciclo de alta de taxa de juros teve elevação em proporção mais acentuada. Por outro lado, quando o ciclo é de baixa, a taxa também tem essa redução. Isso acaba conferindo maior movimento aos spreads como um todo", disse.

Segundo Maciel, as taxas de juros estão se acomodando, após o ciclo de alta da Selic, que elevou a taxa básica entre abril de 2013 e abril deste ano, período em que subiu 3,75 pontos porcentuais. Em março de 2013, a taxa básica de juros estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história.

(Com informações da Agência Estado)

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