Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Crédito para famílias mostra leve recuperação e sobe 4% em um ano

Concessões aumentaram para famílias na contramão do crédito para empresas, que segue recuando

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2017 | 11h48

BRASÍLIA - O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro caiu 0,2% em maio ante abril, para R$ 3,065 trilhões. Em maio de 2016, o estoque de operações de financiamento estava em R$ 3,148 trilhões. Em 12 meses, houve baixa de 2,6% e, no acumulado deste ano, queda de 1,3%.

Houve redução de 1,0% para pessoas jurídicas em maio ante abril, queda de 4,3% no ano e recuo de 8,9% em 12 meses. No caso de pessoas físicas, os dados mostraram avanço de 0,6% no saldo em maio, alta de 1,7% no ano e avanço de 4,0% em 12 meses.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, avaliou que a redução é uma continuidade da trajetória dos últimos meses. “Essa trajetória ainda mostra uma dificuldade na retomada do crédito, mas já há uma diferenciação importante entre o comportamento de pessoas físicas e jurídicas. Essa queda de 0,2% no saldo reflete comportamentos diferentes, porque houve expansão de 0,6% no crédito para famílias, enquanto para empresas continua havendo redução, de 1% em maio”, destacou.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa recuou de 328,2% para 325,1% ao ano de abril para maio. Para o crédito pessoal, passou de 50,2% para 50,4% ao ano.

Para veículos, os juros foram de 24,4% para 24,3% ao ano, de abril para maio. Em maio de 2016, a taxa estava em 26,3%. Em 12 meses, a taxa apresenta queda de 2,0 pontos porcentuais e, em 2017, baixa de 1,4 ponto porcentual.

A taxa média de juros no crédito livre caiu de 49,3% ao ano em abril para 46,8% ao ano em maio. Em maio de 2016, essa taxa estava em 52,2% ao ano.

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 68,3% para 63,8% ao ano, de abril para maio, enquanto para pessoa jurídica foi de 26,3% para 25,9% ao ano.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), desacelerou de 30,2% ao ano em abril para 29,2% ao ano em maio. Em maio de 2016, estava em 32,7%. 

Inadimplência. A taxa de inadimplência no crédito livre passou de 5,7% em abril para 5,9% em maio. Em maio de 2016, a taxa estava em 5,8%. Para pessoa física, a taxa de inadimplência passou de 5,8% em abril para 5,9% em maio. No mesmo mês do ano passado, estava em 6,3%. Para as empresas, a taxa foi de 5,6% em abril para 6,0% em maio.  A inadimplência do crédito direcionado seguiu em 2,2% em maio, mesmo porcentual de abril. 

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, avaliou que a inadimplência no crédito continua baixa, com tendência de leve alta para as pessoas jurídicas. “Esse comportamento está de acordo com o esperado, essa tendência de alta é modesta. E em relação ao sistema financeiro, os bancos estão suficientemente provisionados para lidar com isso”, completou.

Ainda assim, a inadimplência de 4,0% no crédito total em maio foi o maior nível da série histórica do indicador, iniciada em 2011. Considerando apenas o crédito livre, a inadimplência total de 5,9% em maio, bem como a inadimplência de 6,0% das empresas no mesmo mês, também foram recordes.

O dado que considera crédito livre mais direcionado mostra baixa da inadimplência de abril para maio, de 3,9% para 4,0%. Um ano antes, a taxa estava em 3,7%. No cheque especial, o volume de calotes passou de 15,0% em abril para 15,5% em maio.    No caso de aquisição de veículos, o volume de calotes foi de 4,5% em maio, mesmo porcentual de abril. No cartão de crédito, foi de 7,6% para 7,7% no período.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, avaliou que a inadimplência no crédito continua baixa, com tendência de leve alta para as pessoas jurídicas. “Esse comportamento está de acordo com o esperado, essa tendência de alta é modesta. E em relação ao sistema financeiro, os bancos estão suficientemente provisionados para lidar com isso”, completou.

Ainda assim, a inadimplência de 4,0% no crédito total em maio foi o maior nível da série histórica do indicador, iniciada em 2011. Considerando apenas o crédito livre, a inadimplência total de 5,9% em maio, bem como a inadimplência de 6,0% das empresas no mesmo mês, também foram recordes.

“Essas taxas são baixas, quando se considera o ciclo econômico e, mais importante que isso, encontram um sistema bancário bem provisionado e capitalizado para suportar isso”, argumentou.

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