Juro menor abre espaço para investimentos alternativos

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Juro menor abre espaço para investimentos alternativos

Tokens de consórcio, de precatório e criptomoedas ajudam a diversificar portfólio das carteiras, ao mesmo tempo em que reduzem o número de intermediários e melhoram o retorno para o investidor

Mercado Bitcoin, Media Lab Estadão
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30 de junho de 2020 | 14h37

A orientação para que o investidor diversifique a carteira incluindo ativos de maior risco no portfólio, como ações e fundos multimercados, não é nova. No entanto, com a Selic em 2,25% ao ano, os investimentos mais conservadores, como poupança ou fundos DI, correm o risco de ter um retorno real negativo, dependendo da inflação e das taxas de administração. É neste cenário que começam a ganhar espaço os chamados produtos alternativos de investimento, ainda pouco conhecidos no País. Além do bom retorno potencial, bem superior à tradicional renda fixa, estes ativos são importantes na montagem de uma carteira diversificada. 

“Uma carteira saudável é a que carrega algum grau de risco. Neste processo de diversificação, o mais importante é que o investidor conheça os produtos que está comprando e seu apetite ao risco”, afirma Fabrício Tota, diretor do Mercado Bitcoin (MB). A plataforma, que nasceu para negociar a criptomoeda mais conhecida, a Bitcoin, atenta a este cenário, também vem incluindo outros produtos alternativos em seu portfólio. "Aqui no MB não existem intermediários, isso favorece um retorno mais atraente, sem burocracia e com liquidez para vender", reforça Tota.

Produtos variados

Em criptomoedas, além da Bitcoin, a plataforma negocia Bitcoin Cash, Ethereum, Litecoin, XRP (Ripple), e a novidade, o USDC, uma stablecoin. Para cada USDC, tem um dólar depositado em um banco nos Estados Unidos. O diretor do MB, falando em nível de exposição segura a criptomoedas, lembra que o produto entra na carteira como diversificação, e a maior ou menos participação depende do perfil de cada um. “Faz sentido para alguém conservador ter 1% em criptomoedas na carteira, um arrojado pode ir até 10%.” 

A mesma tecnologia utilizada para criar criptomoedas foi usada pela MB para desenvolver outros produtos alternativos de investimento. São os tokens de precatórios e de cotas de consórcio.  “Vimos um mercado funcionando de forma desorganizada, com produtos comprados só por tesourarias de bancos e grandes investidores. A ideia era usar a tecnologia para fracionar os contratos e dar acesso ao pequeno investidor”, explica Reinaldo Rabelo, CEO do MB. 

Cada token representa um contrato e pode ser comprado a partir de R$ 100. No primeiro precatório lançado em Julho de 2019, que são dívidas judiciais de governos, o MB emitiu 12 mil tokens para um ativo cujo valor de face era de R$ 1,6 milhão. Ao todo, o Mercado Bitcoin já lançou 4 tokens de precatórios. Os dois primeiros foram de dívidas do estado de São Paulo, o terceiro de precatório do governo federal – uma cesta com dois precatórios - e o último do Rio de Janeiro. “Escolhemos precatórios já vencidos há muito tempo e que estão perto de serem pagos pelo poder público, como é o caso de parte do precatório do Rio de Janeiro, que já depositou os recursos, restando os trâmites para sua liberação”, explica Fabricio Tota. 

Risco calculado

O componente de retorno é a correção mensal mais o preço pago na compra, com deságio. A rentabilidade anual dos precatórios colocados no mercado pela MB em julho passado (prazo médio estimado de 30 meses) pode chegar a 22% ao ano. O risco envolvido na operação é de um atraso no pagamento pelo governo. “Mas ele não perde, apenas precisa esperar um pouco mais”, explica o diretor. “É preciso também reforçar que a pessoa que precisou sair antes conseguiu vender. No entanto, a gente observa que a maioria compra para segurar até o fim e pegar todo o retorno.” 

O token de cotas excluídas de consórcio segue o mesmo princípio. Hoje, quando alguém entra em um consórcio de 100 meses, e na parcela 60 precisa deixar o grupo, ele vai para um mercado desorganizado e vende o que já pagou com deságios enormes. O que o MB fez foi pegar este ativo alternativo e colocar no ambiente público, que é a plataforma blockchain, fatiando os contratos.

 No piloto, a empresa fracionou R$ 900 mil em tokens de cotas de consórcio, que se esgotaram rapidamente. “Temos um milhão e novecentos e cinquenta mil clientes na base, mas acostumados a comprar criptomoeda, o que nos fez testar primeiro o produto para saber da aceitação”, afirma Rabelo. O retorno dos primeiros tokens de consórcio lançados é estimado em 8,6% anualizado. Após a reabilitação da cota, o administrador do consórcio paga em até seis meses, e as primeiras serão pagas nos próximos 15 dias. 

Mais ofertas para o investidor

O Mercado Bitcoin vai seguir diversificando a oferta de ativos alternativos para o investidor e já tem mais 20 novos casos em produção. “Vai ter precatório de curto prazo, um ano, de mais longo prazo, 4 ou 5 anos, de causas judiciais, que pode demorar 10 anos para pagar, com outro perfil de risco e retorno”, explica o CEO. 

Também em desenvolvimento estão tokens de direitos relacionados ao futebol. “A gente se vê como principal plataforma de negociação de ativos alternativos, um mercado lá fora gigantesco e que no Brasil começa a se desenvolver. O importante é que o investidor seja bem informado, e na composição de uma carteira diversificada inclua, além da renda fixa, ações, debêntures, e também produtos alternativos”, diz Rabelo, acrescentando que em uma carteira com ativos de variações distintas (enquanto uns caem, outros sobem) gera maior equilíbrio e segurança no longo prazo.


 

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