Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Juro menor faz cooperativa Comigo expandir operações

A maior cooperativa do Centro-Oeste vai ampliar sua estrutura depois de quatro anos sem investir

Broadcast Agro, O Estado de S. Paulo

07 Maio 2018 | 05h00

Após quatro anos sem investir, a Comigo, maior cooperativa do Centro-Oeste, vai ampliar sua estrutura. O aporte em 2018 será de cerca de R$ 130 milhões, sendo R$ 60 milhões para aumentar a capacidade de armazenagem de grãos em três municípios de Goiás. Outros R$ 23 milhões vão para a construção de uma terceira fábrica de suplemento mineral para bovinos em Jataí; R$ 40 milhões para uma unidade de produção de ração (são duas, atualmente) em Rio Verde e mais R$ 10 milhões à nova loja da cooperativa em Iporá. Antonio Chavaglia, presidente da Comigo, conta à coluna que o investimento havia sido adiado por causa da alta da inflação e dos juros. “Agora, a queda acentuada da Selic e o crescimento constante da produção dos cooperados estimulam a expansão”, diz. 

Bonança. A alta do preço da soja contribui para os planos da Comigo. Chavaglia estima para este ano receita total de R$ 4 bilhões, acima dos R$ 3,6 bilhões inicialmente previstos. A cooperativa conta com 7.500 associados. Na safra 2016/2017, recebeu 2,4 milhões de toneladas de grãos, sendo 1,7 milhão de t de soja, mas só conseguiu estocar 1,42 milhão de t em 17 armazéns. Com mais três, que devem ficar prontos até dezembro, poderá receber um volume extra de 246 mil t.

Zum-zum-zum. Fonte do setor de adubos comenta que a fabricante Nutrien, nascida da fusão das canadenses Agrium e PotashCorp, está interessada em comprar a Fertilizantes Heringer. Seria a segunda aquisição da Nutrien este ano. Em janeiro, ela levou a Agrichem, de Ribeirão Preto (SP). A Nutrien projeta este ano Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de até US$ 3,7 bilhões. 

Na contramão. A fabricante de máquinas agrícolas Massey Ferguson ficou preocupada com a possibilidade de o Ministério da Agricultura reduzir em R$ 1 bilhão os recursos destinados à linha Moderfrota no Plano Safra 2018/2019. “O setor trabalha com a perspectiva de vendas 3% a 7% maiores este ano. Poderíamos, então, precisar de mais recursos do que na safra 2017/2018”, diz Eduardo Nunes, diretor comercial da Massey. O Moderfrota é o principal programa de financiamento de máquinas do País e ofertou na safra atual R$ 9,2 bilhões. 

Inexorável. Eduardo Nunes explica que produtores de pequeno e médio portes têm buscado máquinas de maior potência e, consequentemente, mais caras. “Se os equipamentos forem maiores, os recursos necessários para financiá-los aumentarão”, reforça. Outras fontes de crédito, como consórcios e dinheiro do próprio banco, não dariam conta do aumento, mesmo modesto, da comercialização de máquinas no País neste ano, avalia.

Crédito próprio. O AGCO Finance terá de financiar com recursos próprios os equipamentos da Precision Planting, empresa de tecnologia de cultivo adquirida da Monsanto em 2017. Importados, os acessórios que podem ser acoplados nas plantadeiras para monitorar a semeadura não são atendidos por linhas oficiais.

Valioso. O embargo à carne de aves de 20 indústrias brasileiras pela União Europeia não faz cócegas nos preços do milho, que seguem elevados no mercado interno. Sem a demanda europeia, o número de aves alojadas nas granjas será menor, com consumo reduzido de milho. Entretanto, o risco de a safra no País diminuir em virtude da falta de chuvas e também de quebra da colheita do grão na Argentina alimenta a insegurança do mercado sobre a oferta futura da commodity. Na B3, antiga BM&FBovespa, o valor do milho vem batendo recordes em função dessas incertezas.

Muito menos. O brasileiros e cidadãos de outros 55 países têm uma visão equivocada do uso da terra para agricultura no Brasil, mostra pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 57% dos 769 entrevistados acreditam que o Brasil destina a maior parte do seu território para a produção agrícola. Na prática, a agropecuária cobre 34% da área no País, enquanto a França é líder no quesito, com 52% do território explorado por atividades rurais. Entre os brasileiros que responderam ao questionário, 69% indicaram porcentagem incorreta. Já entre os estrangeiros, 36%.

Mas preserva. Quando a pergunta foi “em que país o produtor é obrigado, por lei, a preservar entre 20% e 80% da área de vegetação nativa em sua propriedade rural?”, a percepção foi mais acertada, com 62% dos entrevistados – 74% dos brasileiros e 42% dos estrangeiros – apontando o Brasil.

Jardins na Agrishow. Quem visitou a sede da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo durante a Agrishow, na semana passada, se confundiu sobre quem era o secretário de fato. Além do mesmo sobrenome, o atual titular da Pasta, Francisco Jardim, e seu antecessor, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), ocuparam na feira as duas salas do gabinete, uma ao lado da outra, e dividiram até funcionários.

Michel & Maggi. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, roubou a cena no casamento de sua filha, no sábado, 28 de abril, em Cuiabá (MT). Maggi dividiu o palco e os microfones com o astro da música sertaneja Michel Teló. Quem viu e ouviu elogiou a du

Mais conteúdo sobre:
agronegóciojurosinvestimento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.