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Juro menor pode elevar preços, aponta estudo

Há uma inflação reprimida dos bens vendidos no varejo que poderá aflorar se o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidir cortar os juros básicos da economia agora. Essa é a conclusão de uma análise feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP) que constatou que apenas o setor de supermercados e as revendas de autopeças conseguiram recompor as margens perdidas no primeiro quadrimestre deste ano. Nos demais grupos de produtos analisados, esse repasse de custos para os preços, a fim de garantir a recomposição de margens de lucro, está adiado. "Todas essas pressões de custos reprimidas poderão aflorar. Esse é o risco do recuo dos juros agora", adverte o diretor executivo da Fecomercio/SP, Antonio Carlos Borges. Ele diz que, com a queda dos juros, estaria aberto espaço para aumento no consumo de bens duráveis (utilidades domésticas e móveis), semiduráveis (vestuário e calçados), veículos e materiais de construção, produtos nos quais boa parte da venda está atrelada ao crediário. A análise levou em conta o faturamento real do comércio na Região Metropolitana de São Paulo deflacionado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parâmetro das metas de inflação; as vendas físicas realizadas pelos 1.700 estabelecimentos comerciais e o Índice de Preços no Varejo (IPV) apurado pela entidade. Borges observa que o comércio em geral registrou acréscimo nos preços de 31,74% entre janeiro e abril deste ano.

Agencia Estado,

18 de maio de 2003 | 19h59

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