Juro para consumidor é o menor em 14 anos, diz Anefac

A taxa média de juros para pessoa física caiu de 7,21% ao mês em julho para 7,08% ao mês em agosto, informou hoje a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Essa é a menor taxa apurada desde 1995. O estudo mostra também redução para empresas: de 4,06% ao mês em julho para 3,98% ao mês em agosto, a menor desde março de 2001.

EQUIPE AE, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 13h22

No caso da pessoa física, o encargo anual caiu de 130,58% em julho para 127,25% em agosto. De acordo com o coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a taxa média de agosto para pessoa física representa "a sétima redução consecutiva, resultante da melhora do cenário econômico e a maior competição no sistema financeiro".

Das seis linhas de crédito para pessoas físicas analisadas, só o cartão de crédito sustentava as taxas de juros sem alteração. As demais tiveram os encargos diminuídos no mês. No caso das pessoas jurídicas, todas as linhas tiveram os juros reduzidos em agosto. "Considerando todas as quedas e elevações da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central (BC) neste ano, tivemos neste período (dezembro de 2008 a agosto de 2009) uma redução da Selic de 5 pontos porcentuais (queda de 36,36%), de 13,75% ao ano em dezembro de 2008 para 8,75% ao ano em agosto de 2009", informou comunicado da Anefac.

Neste período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 10,66 pontos porcentuais (queda de 7,73%), de 137,91% ao ano em dezembro para 127,25% ao ano em agosto. No crédito para pessoa jurídica, a redução foi de 6,96 pontos (queda de 10,44%), de 66,69% ao ano em dezembro para 59,73% em agosto.

Segundo Oliveira, o levantamento de agosto mostra a volta da situação do crédito de antes da crise econômica internacional, em setembro de 2008, tanto nos prazos dos financiamento quanto no declínio dos juros das operações. As taxas de juros e as condições de crédito (prazos, volume emprestado e flexibilidade maiores), afirma Oliveira, deverão melhorar no segundo semestre, porque o pior da crise passou e há menor risco de inadimplência. A Anefac aposta ainda em novas quedas da Selic, levando as instituições financeiras a emprestar mais e causando maior competição entre elas.

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