Juro para pessoa física permanece em 62,4% ao ano, aponta BC

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações de crédito com recursos livres em junho atingiu o patamar de 44% ao ano. Isso representa uma redução de 0,2 ponto porcentual em relação à taxa média apurada em maio, segundo dados divulgados hoje pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central. Nos empréstimos para pessoas físicas, a taxa média de juros cobrada pelos bancos no mês passado ficou nos mesmos 62,4% ao ano, apurados em maio. A taxa média de juros cobrada no cheque especial em junho atingiu o patamar de 140,3% ao ano. O crédito pessoal caiu de 72,7% para 71,9%.O ritmo da queda das taxas de juros no mercado brasileiro deve sofrer uma redução a partir de agora, segundo avaliação do chefe do Depec, Altamir Lopes. "Tivemos uma velocidade de queda acentuada num primeiro momento e agora isso se reduz, já que estamos chegando no vale das taxas mínimas. Mesmo com toda a melhora do cenário, o espaço para reduções é menor", comentou.Boa parte das modalidades de crédito oferecidas pelos bancos às empresas e consumidores no mês passado atingiu os menores patamares registrados pelo BC dentro de seus levantamentos. A taxa média de juros cobrada das pessoas físicas (62,4%), por exemplo, atingiu em junho o menor patamar registrado pelo BC desde julho de 1994, quando o levantamento foi iniciado. O juros cobrados das empresas ficou no menor patamar já registrado desde novembro de 2002.Medidas para redução dos jurosA retomado do processo de queda mais acentuada das taxas de juros está agora estreitamente ligada ao desenvolvimento e aprovação da agenda microeconômica do governo. "Com a aprovação da Lei de Falências e outras reformas é de se esperar quedas mais acentuadas", disse Lopes. O aumento no volume de concessão de crédito com consignação em folha de pagamento também é outro fator que pode contribuir para quedas mais pronunciadas das taxas de mercado. Em junho, o estoque de crédito em consignação liberado pelos bancos atingiu R$ 7,956 bilhões, segundo amostragem feito pelo BC. Esse valor corresponde a 21,7% de todo o volume de crédito pessoal concedido pelo sistema. Em janeiro, essas operações respondiam por 19% do volume de crédito pessoal concedido no período.Lopes frisou que essa redução no ritmo de queda das taxas de juros não deve ser interpretada como uma parada no processo. "A expectativa é de que (as taxas) continuem caindo de fato, mas com uma velocidade menor", salientou.

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