Juro para pessoas físicas é o mais baixo desde 1994

Mesmo com o ciclo de aumento da taxa básica da economia, a Selic, o juro cobrado pelos bancos das pessoas físicas caiu em junho para o menor nível da série iniciada em julho de 1994, quando foi criado o real.

, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

Na média, empréstimos tomados pelas famílias pagaram taxa de 40,4% ao ano. A redução do juro é explicada, segundo o Banco Central, pela migração de alguns clientes, que migraram dos empréstimos assumidos no cheque especial, onde os juros são mais elevados, e foram atrás de opções mais baratas, como o crédito consignado.

Na média, o juro caiu nas principais linhas às pessoas físicas. No crédito pessoal, por exemplo, a taxa recuou 1 ponto porcentual em um mês, para 42%. No crédito para a compra de veículos, a taxa cedeu para 23,6% ao ano. Em todos esses casos, o juro recuou porque houve redução da margem cobrada pelos bancos.

Além da redução dos juros, houve aumento na demanda. No crédito pessoal, o total de empréstimos cresceu 1,6% ante maio e no financiamento de veículos o acréscimo foi de 3%. Enquanto isso, o estoque de crédito do cheque especial caiu 0,2%.

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