Juro real do Brasil cai a 13,1%, mas país ainda é lider no ranking

Com a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, decidida ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa de juro real - juro nominal (Selic) descontada a inflação - caiu de 13,6% ao ano para 13,1%. Neste cálculo considera-se a Selic atual, de 18,5% ao ano, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Mas esta redução, segundo o economista Tiago Davino, responsável pelo cálculo do ranking das taxas de juros reais mais altas do mundo da GRC Visão, não mudou a situação do Brasil, que continua liderando. Segundo ele, nesta comparação, a taxa de juro real brasileira supera em 92% a do segundo colocado, o México com 6,8%. "Para o Brasil sair da liderança, a taxa de juro nominal teria que ser reduzida imediatamente em 7,25 ponto porcentual", calcula Davino. Segundo ele, com a manutenção da primeira colocação no ranking, o Brasil continuará interessante para os investidores estrangeiros para ativos indexados aos juros. A menor taxa de juro real nesta comparação é a da Argentina, que se encontra negativa em 5%. Na média geral, a taxa de juro real no mundo, segundo o cálculo da GRC Visão, é de 1%. O Brasil também lidera o ranking das maiores taxas de juros reais, com 11,76%, quando o cálculo é feito com base na taxa de juros nominal dos últimos 12 meses descontada a inflação acumulada no mesmo período, segundo a GRC Visão. Nesta categoria, o segundo lugar fica com a Turquia, que exibe uma taxa de 7,76%. A Indonésia caiu do 39ª para 40ª colocação, passando a ostentar uma taxa de juro real negativa em 7,59%. Por este método de cálculo, a média geral de juro real no mundo também é de 1%.

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