Juro real tem primeira queda significativa desde 2002

A redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 1,5 ponto porcentual ? de 26% ao ano para 24,5% ao ano -, decidida hoje pelo Banco Central, provocou a primeira queda significativa da taxa de juros reais desde outubro de 2002, tomando por base a taxa de juros nominal atual (24,5% ao ano) e a projeção de inflação para os próximos 12 meses. O juro real é definido pelo juro nominal descontada a inflação. Segundo os números do Bradesco, os juros reais nestas condições passaram de um nível de 18,3% ao ano no mês anterior para 16,2% hoje. Tal queda não é provocada apenas pela redução da taxa nominal definida pelo Copom, mas também pelo pequeno aumento das expectativas de inflação mensal por parte do mercado nos últimos 30 dias. Aumento que pode ser explicado por um fator puramente técnico: por se tratar de projeções mensais para os 12 meses à frente, excluiu-se o mês de junho de 2003, que registrou deflação, e incluiu-se o mês de julho de 2004, quando espera-se uma pequena inflação. Ou seja, o resultado da expectativa de inflação para os próximos 12 meses é, devido a esta diferença, maior neste mês do que foi em junho. Daí a pequena elevação. A taxa de juros reais por esse cálculo havia registrado uma queda quase imperceptível de maio para junho, de 18,6% para os 18,3% ao ano. Em fevereiro e março esses juros reais estavam nos patamares de 16,1% e 17,2% ao ano, respectivamente.

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 15h53

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