Juro sobe antes da decisão do Copom

Queda do PIB menor do que a esperada leva investidor a reavaliar continuidade e intensidade de cortes da Selic

Alessandra Taraborelli, Silvana Rocha e Claudia Violante, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2009 | 00h00

A queda de 0,8% do PIB no 1º trimestre ante o 4º trimestre de 2008 menor do que a esperada fez o mercado reavaliar a continuidade e a intensidade do afrouxamento monetário, provocando aumento dos negócios e a disparada dos juros futuros. A taxa de janeiro de 2010 subiu a 9,28%. Os juros para janeiro de 2011 e de 2012 fecharam nas máximas em 10,38% e 11,32%, respectivamente. Apesar de negativo, o PIB mostrou que o País se saiu melhor na crise do que se imaginava. Com os sinais externos de recuperação da economia, que já amparam avaliações sobre eventual ajuste na política monetária dos EUA, os investidores adotaram a cautela em relação ao rumo da taxa Selic. Diante do movimento externo de migração para moedas de maior risco e commodities, de perspectivas de um corte menor dos juros pelo Copom hoje e da percepção positiva dos investidores estrangeiros sobre o Brasil, os players reforçaram as apostas no recuo da moeda norte-americana. O dólar cedeu 1,53%, a R$ 1,936 no balcão. Apesar do alta dos preços do petróleo e dos metais no exterior, a Bovespa caiu 0,88%, aos 53.157,13 pontos. Em Nova York, o Dow Jones cedeu 0,02% e o Nasdaq subiu 0,96%. FRASEAlexandre Lintz Estrategista do BNP Paribas ao AE Broadcast Ao Vivo"Embora PIB seja dado velho, reduz pressão sobre BC. Comunicado do Copom repetirá necessidade de ajuste fino no rumo da Selic e intenção de ampliar processo de distensão monetária"

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