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Juro tende a cair no longo prazo, diz BNDES

Para Luciano Coutinho, no curto e médio prazos o BC usará sua autonomia para administrar a política monetária

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2011 | 03h06

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que a tendência é de queda da Selic nos próximos anos. Segundo ele, é preciso fazer a ressalva de que, no curto e médio prazos, precisa ser ressaltada a autonomia do Banco Central para administrar a política monetária, a fim de subir ou baixar juros de acordo com a evolução da inflação.

"A tendência de longo prazo é de queda da taxa de juros. Nós temos compromissos firmes de sustentar uma trajetória fiscal consistente, temos uma economia com grande potencial de crescimento e falta organizar condições para desenvolver o mercado de poupança privada de longo prazo", destacou ontem, após participar de seminário realizado pela Febraban e pelo BNDES.

Plano de voo. Para o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, a principal mensagem da ata do Copom é que o Banco Central (BC) vai continuar com a estratégia de queda da taxa básica de juros da economia nos próximos meses. "O BC irá manter seu plano de voo. Ou seja, não vai nem acelerar o ritmo do corte nem aumentar", disse à Agência Estado, acrescentando que espera que a taxa Selic tenha mais duas reduções de 0,50 ponto porcentual, atingindo 10,50% no início do ano que vem. "Depois o corte será interrompido. Ou seja, o nosso cenário faz sentido com o que observamos na ata", descreveu.

Embora o BC tenha demonstrado preocupação com o aquecimento da demanda interna, conforme mencionado no parágrafo 32 do documento do Copom, Padovani considera que essa expansão não irá impedir novas quedas da taxa de juros. "Esse é o tom de cautela da ata", disse.

O estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno, concorda com Padovani. Após ler a ata do Copom, ele concluiu que o BC deve promover pelo menos mais duas reduções de 0,50 ponto porcentual na Selic, levando a taxa básica para 10,50%. Para ele, não há sinalização clara sobre o orçamento total do alívio monetário. "No máximo, o que o Banco Central faz é mostrar que dará continuidade ao processo e, ao colocar no plural a palavra ajuste, diferentemente do que fez no comunicado, sugere que deve haver pelo menos mais dois cortes de juros", disse. / RICARDO LEOPOLDO, MARIA REGINA SILVA E DENISE ABARCA

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