Juros altos prejudicam o Natal, diz Fecomércio-RJ

O presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz afirmou que a decisão do Copom de aumentar "a taxa Selic em meio ponto percentual uma ameaça à melhora das vendas de fim de ano esperada por todo o segmento do comércio de bens e serviços". Segundo ele, a previsão de resultados melhores do que os do ano passado pode ser revertida, porque "alta nos juros é sinônimo de redução da capacidade de compra do consumidor". O presidente da Fecomércio-RJ afirmou que os resultados do comércio já perderam algum fôlego. "O volume de vendas, divulgado pelo IBGE na última terça-feira, cresceu 7,53% em agosto na comparação com agosto do ano passado, percentual bem abaixo dos 12,04% verificados em julho deste ano contra julho de 2003".Segundo Diniz, "o impacto será ainda maior para as micro e pequenas empresas, que já sofrem com a carga tributária em constante elevação e com entraves burocráticos e têm no Natal uma boa oportunidade de recuperar parte das perdas registradas ao longo do ano".Para o setor do comércio de bens e serviços do Estado do Rio de Janeiro, de acordo com Diniz, "não há provas de que a inflação seja provocada por surto de demanda, até mesmo porque a demanda apenas começa a alcançar um nível mais consistente. E números não faltam para derrubar as teses que defendem a necessidade de elevação dos juros". Segundo Diniz, os índices de inflação têm se apresentado bem abaixo das projeções (o IPCA, por exemplo, fechou setembro em 0,33% quando se chegou a esperar mais que o dobro). E o câmbio, que mantém forte relação com o comportamento dos preços dos alimentos, continuou sua trajetória de queda."

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