Juros ao consumidor crescem em junho

Um estudo divulgado nesta terça-feira pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que, apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, gradualmente desde setembro de 2005, o consumidor ainda não desfrutou da vantagem. Segundo a associação, a taxa média de juros de operações de crédito para pessoas físicas aumentou 0,04 ponto porcentual (0,53%) em junho ante maio, para 7,56% ao mês (139,78% ao ano), o que representou o nível mais elevado desde janeiro de 2006, quando a taxa atingiu 7,58% ao mês (140,31% ao ano). Vale lembrar que, atualmente, a Selic está em 15,25% ao ano.Entre as operações de crédito para o consumidor, todas as linhas tiveram suas taxas de juros elevadas em junho: cheque especial (para 8,11% ao mês e 154,91% ao ano), com alta de 0,50% sobre maio; Crédito Direto ao Consumidor (para 3,42% ao mês e 49,71% ao ano), com 1,18%; empréstimo pessoal de bancos (5,61% ao mês e 92,51% ao ano), com 0,36%; empréstimo pessoal de financeiras (11,63% ao mês e 274,43% ao ano), com 0,26%; juros do comércio (6,21% ao mês e 106,06% ao ano), com 0,98%; e cartão de crédito (10,35% ao mês e 226,04% ao ano), com 0,19%.Na avaliação da Anefac, esses aumentos das taxas para a pessoa física podem ser atribuídos a dois fatores: às incertezas no mercado internacional quanto ao comportamento dos juros norte-americanos e ao aumento da inadimplência do consumidor no Brasil durante o primeiro semestre.Quanto à taxa média de juros de operações de crédito para empresas, a pesquisa apontou redução de 0,04 ponto porcentual (0,91%), de 4,38% ao mês (67,27% ao ano), em maio, para 4,34% ao mês (66,50% ao ano), em junho. De acordo com a Anefac, esta é a menor taxa desde março de 2002, quando atingiu 4,25% ao mês e 64,78% ao ano.

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