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Juros ao consumidor devem permanecer estáveis

As taxas de juros para as operações de crédito ao consumidor devem se manter estáveis. De acordo com os analistas do setor, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic estável em 26,5 % ao ano, sem viés, não deve provocar alterações no mercado. O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Ricardo Malcon, prevê que os juros do crédito ao consumidor permanecerão estáveis.?As taxas de juros ao consumidor não devem apresentar qualquer mudança no momento", afirma o presidente da Acrefi. Ele explica que o mercado de crédito ao consumidor está desaquecido, com baixa procura, como reflexo das altas taxas de juros. ?Existe uma pequena procura por negócios. Apenas as linhas de crédito direito ao consumidor vêm tendo uma boa movimentação. O restante das carteiras está parada e com sinais de queda?, relata. O vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, também avalia que as financeiras não vão alterar nas taxas de juros ao consumidor. ?As instituições não vão alterar os juros ao consumidor com a manutenção da Selic. A única maneira de as taxas caírem é com a redução dos juros básicos". Ainda de acordo com Oliveira, outro fator que limita o crédito é a postura mais seletiva das instituições, com medo dos altos índices de inadimplência. O vice-presidente da Anefac afirma que o quadro de juros altos e a redução nos prazos de pagamento, nos últimos doze meses, contribui para a queda no volume de crédito. De acordo com a pesquisa da Anefac, o prazo médio dos empréstimos era de 12 meses, em 2002, e caiu para 8 meses nestes ano. Taxa média em abril ficou em 88,3% ao anoA Partner Consultoria, empresa especializada em análise de crédito, divulgou hoje que a taxa de juros média do crédito ao consumidor cobrada em abril ficou em 88,3% ao ano. A taxa está 1,1 ponto porcentual mais alta do que em março. Exceção foram as pequenas quedas apuradas em alguns segmentos, como o dos juros para a aquisição de veículos, que passaram de 53,5% ao ano em março para 50,3% em abril. ?Isto se deve à melhoria de expectativas macroeconômicas, abrindo uma pequena margem para queda na taxa de juros ao consumidor?, comenta o diretor da empresa Álvaro Musa. Já as linhas de cheque especial e o crédito pessoal tiveram alta de 0,3% e 1,3%, respectivamente.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 16h07

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