Juros ao consumidor não caem

O programa de redução dos juros cobrados nos empréstimos e financiamentos entrará no seu terceiro ano com taxas semelhantes às de outubro de 1999, quando foi lançado pelo governo. Naquela época, os juros cobrados das pessoas físicas no cheque especial, por exemplo, eram de 162% ao ano e recuaram para 154% ao ano no mês seguinte ao anúncio do programa. Em outubro deste ano, a taxa foi de 160% ao ano, após chegar aos 145% ao ano em abril.O Banco Central deve anunciar novas medidas nos próximos dias para tentar reduzir os juros ao consumidor. Segundo o BC, as medidas adotadas há dois anos estão sendo reavaliadas para saber o que pode ser mudado.No entanto, o BC deixou claro que o atual aumento na diferença entre a taxa de captação dos bancos e o valor cobrado dos clientes nos empréstimos - o spread bancário - é reflexo da incerteza no cenário externo e também no mercado doméstico.NúmerosOs juros das operações de crédito pessoal tiveram uma elevação de 86,21% ao ano em setembro para 89,17% ao ano em outubro. As taxas do cheque especial foram dos 159,89% ao ano em setembro para 160,29% ao ano no mês passado.Nos empréstimos às pessoas físicas para a compra de automóveis, as taxas saíram dos 44,32% ao ano de setembro para 45,69% ao ano. Os juros das operações de crédito para a aquisição de outros bens subiram de 66,84% ao ano em setembro para 67,58% ao ano em outubro.

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