Juros ao consumidor param de cair

A elevação da taxa básica de juros da economia - Selic - de 15,25% para 15,75% ao ano, promovida ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, pode provocar uma interrupção na redução das taxas de juros ao consumidor, que vinha sendo promovida por bancos e financeiras. Essa é a opinião do presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Henrique Pereira Gomes, e do economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira.Para o economista da Anefac, o impacto da alta da Selic será inexpressivo. Isso porque os juros cobrados no crédito à pessoa física já estão em patamares muito elevados, o que possibilita aos bancos, lojas, financeiras e administradoras de cartão de crédito manter as taxas nos níveis atuais.O presidente da Acrefi concorda. Ele não acredita em aumento dos juros ao consumidor, mesmo que muito pequeno. "O aumento da Selic é apenas uma sinalização de alerta do Banco Central (BC) de preocupação com o impacto da alta do dólar nos índices de inflação e com a instabilidade no cenário externo. Não é uma reversão da tendência de corte nos juros", explica. Gomes cita a redução dos custos administrativos dos bancos e financeiras e a alta competitividade no segmento como os motivos para a não elevação dos juros para o consumidor.A projeção da Anefac para os juros no crédito para a pessoa física após a elevação da Selic é a seguinte:Tipo de créditoAtualNova TaxaAumento  MêsAnoMêsAno Comércio6,76%119,23%6,80%120,22%0,59%Cartão de crédito10,14%218,67%10,18%220,06%0,39%Cheque especial9,42%194,55%9,46%195,85%0,42%CDC Bancos3,75%55,55%3,79%56,27%1,07%Empréstimos Pessoal (bancos)4,45%68,62%4,49%69,39%0,90%Empréstimo pessoal (financeiras)10,04%215,22%10,08%216,59%0,40%Taxa média7,43%136,32%7,47%137,38%0,54%

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.