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Juros ao consumidor podem ter uma leve alta

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Selic, taxa básica de juros da economia, de 21% para 22% ao ano, sem viés. Para o consumidor, tal decisão poderá provocar um pequeno aumento na taxa de juros e comprometer o alongamento de prazos, previsto anteriormente para as compras de Natal. Por outro lado, a demanda por crédito está enfraquecida e os juros ao consumidor, elevados.Na opinião de Miguel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), não haverá espaço para alterações significativas nos juros finais, uma vez que as vendas no varejo já se encontram difíceis. Além disso, com base nos juros futuros, o comércio havia se antecipado em suas taxas. "Pode ser que a decisão do comércio em alongar mais seus prazos no fim do ano fique comprometida, o que depende de projeções futuras." Para o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, os juros ao consumidor podem se elevar contanto que os prazos sejam alongados. "As prestações precisam caber no bolso do consumidor." A previsão para os próximos meses, com a chegada do Natal e o pagamento do 13º salário, é que haja aquecimento nas vendas e aumento da demanda por crédito. Segundo ele, mesmo assim, não haveria espaço para o repasse integral da alta dos juros. "Se acontecer, o consumidor pode se retrair, preocupado em não assumir dívidas no fim do ano."Em relação a bancos e financeiras, o presidente da Associação Brasileira de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Ricardo Malcon, acredita que as taxas de juros devem se elevar um pouco com dilatação de prazos. "Este mês, haverá aumento da demanda. E o consumidor não se preocupa muito com os juros desde que as prestações se encaixem no seu orçamento. Ainda mais quando o aumento não é significativo."

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 19h23

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