Juros baixaram mas ainda estão altos

Os juros médios para a pessoa física estão mais baixos do que no ano passado, mas, apesar da relativa redução, estas taxas ainda são muito altas. Segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) feita em bancos, financeiras e lojas, a taxa média mensal de outubro para o cheque especial foi de 9,43%; empréstimo pessoal, de 4,72%; crédito direto ao consumidor (CDC), de 3,93%, em bancos, e de 6,93%, no comércio. No período de março de 99 a outubro de 2000, o Banco Central (BC) reduziu a taxa básica (Selic) em 63,33%, de 45% ao ano para 16,5% ao ano, sendo que neste período o repasse da queda ao consumidor foi, na média, de 41,84%.Dados divulgados pelo Banco Central sobre os juros bancários mostram que as taxas cobradas ao consumidor para o empréstimo pessoal tiveram uma queda de 0,2 ponto percentual em outubro com relação a setembro, ficando em 71,1% ao ano contra uma taxa média de 71,3% em setembro. Já os juros cobrados no cheque especial apresentaram uma pequena elevação de 0,55 ponto porcentual, ficando em 150,5% ao ano. Apesar da queda das taxas cobradas no empréstimo pessoal, os juros cobrados ao consumidor ainda estão muito elevados. De acordo com o Procon-SP, órgão de defesa do consumidor, e a Anefac, o ideal é evitar essas linhas de crédito.Para se ter uma idéia de como essas taxas são elevadas, basta compará-las com a taxa básica referencial de juros (Selic), que está em 16,5% ao ano. No caso do CDB (Certificado de Depósito Bancário) - uma das formas utilizadas por bancos para a captação de dinheiro junto aos investidores que será repassado aos clientes que precisam de crédito - o rendimento bruto pago pela instituição nesse tipo de aplicação é de 16,35% ao ano.Veja, na seqüência, mais informações sobre as altas taxas de juros.

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