Juros bancários ficam estáveis em dezembro, aponta Procon-SP

Taxa do cheque especial fica em 8,21% ao mês, enquanto juros para empréstimo pessoal mantêm-se em 5,27%

Amanda Valeri, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2007 | 09h58

As taxas médias de juros cobrados em cheque especial e empréstimo pessoal pelos bancos permaneceram estáveis em dezembro, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP. No cheque especial, a taxa média ficou em 8,21% ao mês, a mesma verificada em novembro, em função do arredondamento de casas decimais. Segundo aponta a pesquisa, a taxa média de novembro foi de 8,209% ao mês, e em dezembro foi de 8,205%.  Isso ocorreu, segundo o Procon, devido à queda de 0,04 ponto porcentual na taxa do cheque especial praticada no Banco do Brasil. Levando em conta o período de 30 dias e clientes não preferenciais, a taxa da instituição passou de 7,56%, em novembro, para 7,52% este mês. A taxa média equivalente ao ano foi de 157,61%. Também em função do arredondamento das casas decimais, a taxa média do empréstimo pessoal manteve-se em 5,27% ao mês. A pesquisa mostrou que a taxa média verificada no mês passado foi de 5,266% ao mês, e em dezembro foi de 5,268%. Esta pequena variação ocorreu por causa da alta de 0,02 ponto porcentual da taxa de empréstimo pessoal praticada no HSBC, que elevou os juros, de novembro para este mês, de 4,58% para 4,60%, considerando o contrato de 12 meses para clientes não preferenciais. A taxa média equivalente ao ano foi de 85,16%. A pesquisa de taxas de juros realizada pela Fundação Procon-SP foi realizada nos dias 4 e 5 de dezembro nos bancos HSBC, Santander, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra, Nossa Caixa, Real e Unibanco.  O Procon destaca que, apesar da coleta da pesquisa ter sido iniciado no dia 4 deste mês, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em manter a taxa básica de juros do País, a Selic, em 11,25% ao ano não altera substancialmente o comportamento das instituições financeiras, já que o ciclo de queda da taxa básica de juros já tinha sido interrompido na reunião em outubro. O Procon ressalta, ainda, que os bancos praticamente não mexeram em suas taxas.

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