Juros

E-Investidor: Esperado, novo corte da Selic deve acelerar troca da renda fixa por variável

Juros caem antevendo dado do IBGE

Investidores especulam sobre o anúncio, hoje, de uma taxa de desemprego elevada em fevereiro ante janeiro

Denise Abarca, Claudia Violante e Silvana Rocha, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2009 | 00h00

Os juros futuros acentuaram as quedas no fim dos negócios, ontem, refletindo especulações em torno da taxa de desemprego de fevereiro, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje. O mercado se antecipou a um dado bastante ruim de desemprego, que deve refletir os impactos da crise no âmbito doméstico e sintetizar os anúncios de demissões e fechamento de unidades por várias empresas. Também influenciou no recuo das taxas a revisão do banco Credit Suisse para a estimativa de corte adicional da taxa Selic, que passou de 2 pontos porcentuais para 3 pontos, o que levaria a taxa básica de juros do País para 8,25%. O juro para julho de 2009 fechou na mínima de 10,35%; o de janeiro de 2010 caiu para 9,73%; e o de janeiro de 2012, a 10,64%. A Bovespa seguiu, no fim da sessão, a valorização dos índices acionários em Nova York. O Ibovespa subiu 0,78%, aos 41.799,30 pontos. As ações de construtoras subiram apenas no começo do dia com o anúncio do programa habitacional de R$ 34 bilhões do governo federal. Contudo, os destaques de alta foram os papéis de setores ligados à construção civil, como siderúrgicas, por causa da perspectiva de aumento da demanda por matérias-primas. O dólar avançou 0,27%, para R$ 2,248 no balcão.

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