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Juros caem e cresce aposta em novo corte da Selic em outubro

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES , O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2012 | 03h11

No dia em que o Copom se reuniu para decidir o que fazer com a taxa básica de juros, um ano após ter começado o atual ciclo de queda da Selic, o mercado financeiro consolidou as apostas na ideia de que o corte continuará em outubro. O recuo foi generalizado nos juros futuros, que fecharam a sessão de ontem embutindo um ajuste de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião.

O que vai determinar se essa perspectiva terá sobrevida de hoje em diante é a interpretação do comunicado que acompanhou o anúncio de ontem. No comportamento dos negócios desta quarta-feira, pesou a avaliação que os analistas fizeram de que a indefinição de ações de estímulo na Europa e nos Estados Unidos e a sustentação do discurso dos membros do governo no que se refere à atividade e à inflação abrem espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.

Assim, o contrato de juro futuro com vencimento em janeiro de 2013 recuou para 7,21%, de 7,26% no ajuste. A taxa para abril de 2013 cedeu a 7,18%, de 7,24% na véspera, mostrando que a Selic deve seguir baixa, pelo menos, até o fim do primeiro trimestre do ano que vem. Já a taxa para janeiro de 2014 marcou mínima de 7,74%, ante 7,82% na véspera. Entre os prazos mais longos, janeiro de 2017 indicou 9,13%, de 9,17% na terça-feira.

A cautela em relação às medidas de incentivo que o mercado espera ver anunciadas pelo Federal Reserve e pelo Banco Central Europeu (BCE) também foi determinante para o comportamento do mercado de moedas e deu força ao dólar. Até porque, estão cada vez mais perto dois eventos que podem ser cruciais no sentido de sinalizar mais claramente o que será feito: o encontro de Jackson Hole, na sexta-feira, e a reunião do BCE na próxima semana. Internamente, o movimento foi ampliado pela percepção de que o vencimento de mais de US$ 4 bilhões em swaps, no próximo dia 3, não será rolado pelo Banco Central. E também pelo ajuste de posições dos investidores em dólar futuro, que já começam a migrar dos contratos de setembro para os de outubro.

A Bolsa contrariou o exterior e caiu 1,78%, aos 57.369,19 pontos. O movimento negativo que mais pesou foi a perda das ações das siderúrgicas, influenciada pela desvalorização do preço internacional do minério de ferro. Foram determinantes também notícias corporativas que afetaram empresas de peso importante no Ibovespa, como a OGX, que liderou as perdas do dia e cedeu 8,40%, em resposta a mudanças na diretoria.

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