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Juros curtos cedem e longos sobem com Relatório de Inflação

Cenário:

NALU FERNANDES, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h07

No mercado futuro de juros, grande parte das taxas curtas recuou, ontem, enquanto as intermediárias e longas avançaram, principalmente, em reação ao Relatório Trimestral de Inflação. O conforto manifestado pelo Banco Central quanto à inflação em 2012 beneficiou os vértices curtos, enquanto os outros foram afetados pela deterioração prevista para o cenário inflacionário em 2013. Também influenciaram as taxas mais longas as afirmações do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre o mix para o cumprimento do superávit primário e a melhora das bolsas internacionais ao final da tarde. O secretário disse que é possível reduzir despesas de custeio e, com isso, obter um primário mais forte. Participantes do mercado questionam, porém, a possibilidade de redução das despesas de custeio em ano de eleições municipais.

O juro para janeiro de 2013 ficou em 8,91%, estável ante o ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2014 marcou 9,51%, de 9,50% na véspera. O juro para janeiro de 2017 apontou 10,66%, de 10,61% na véspera, e a taxa para janeiro de 2021 indicou 11,08%, de 11,06%.

No relatório do Banco Central, o cenário de referência mostrou IPCA recuando de 4,7% para 4,4% em 2012, e o cenário de mercado indicou IPCA em 2012 caindo de 4,8% para 4,5%. Para 2013, no cenário de referência, o IPCA subiu de 4,7% para 5,2%, e o de mercado manteve o nível de 5,3% para a taxa de inflação. Nas Bolsas, os indicadores divulgados ontem nos Estados Unidos e zona do euro não ajudaram. Enquanto o número semanal de pedidos de auxílio-desemprego veio melhor que o esperado, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre de 2011 ficou em 3%, aquém das projeções de 3,2%. Também pesaram as preocupações procedentes da zona do euro, especialmente com a situação na Espanha e em Portugal. Nos minutos finais do pregão, entretanto, uma alta das blue chips, em grande parte atribuída a ajuste de carteira, ajudou o Índice Dow Jones a recuperar-se e a fechar em território positivo, com alta de 0,15%, depois de duas sessões consecutivas em queda. Este movimento beneficiou a Bovespa, mas não impediu a queda, pelo terceiro dia seguido, aos 64.871,99 pontos (-0,32%).

O dólar devolveu os ganhos iniciais no fim da tarde em sintonia com a melhora das Bolsas. Após oscilar entre estabilidade e alta, o dólar no balcão caiu perto do fim dos negócios e encerrou em R$ 1,8260 (-0,11%), após subir até R$ 1,8370 (+0,49%).

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