Juros curtos ficam estáveis e longos caem antes do Copom

A expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ontem, pautou os negócios com juros futuros, blindando este segmento do impacto negativo nos demais mercados produzido pelo depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Senado norte-americano. Bernanke afirmou que não há medidas iminentes para fomentar o crescimento nos Estados Unidos, apesar de uma ''perspectiva bastante mais fraca'' de crescimento, e assegurou que o Fed vai manter uma postura flexível diante de uma perspectiva econômica ''anormalmente incerta''. Ele afirmou ainda que ''não dá para cogitar mais estímulo no curto prazo'' e confirmou que os juros no país devem continuar baixos por um período longo.Apesar disso, no mercado de juros, os investidores apenas esperaram pela decisão do BC, que saiu após o fechamento, uma vez que a agenda de indicadores foi fraca. A taxa para setembro de 2010 ficou em 10,70%; para outubro de 2010, em 10,839%; e para janeiro de 2011, em 10,97%. Entre as taxas de longo prazo, a de janeiro de 2012 caiu a 11,54%; e a de janeiro de 2014, a 11,84%.

Cenário: Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2010 | 00h00

A Bolsa brasileira oscilou após a fala de Bernanke, mas graças à continuidade dos ganhos das ações da Vale e de siderúrgicas o Ibovespa subiu 0,02%, aos 64.476,84 pontos. Vale PNA avançou 0,61%, a R$ 41,15; e Gerdau PN valorizou-se 1,44%, a R$ 24,73. No mês, o índice tem ganho de 5,81%, e no ano, perda de 5,99%.

Em Nova York, o Índice Dow Jones cedeu 1,07%, o Nasdaq recuou 1,58% e o S&P500 caiu 1,28%.

O dólar teve alta de 0,62%, a R$ 1,7850 no balcão.

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