Juros curtos sobem e longos caem

Taxas refletem especulações com resultado de vendas no varejo no País e continuidade dos ajustes à nova Selic

Alessandra Taraborelli, Silvana Rocha e Claudia Violante, O Estadao de S.Paulo

16 de junho de 2009 | 00h00

As taxas de juros terminaram em direções distintas, ontem. O contrato com prazo mais curto e de maior liquidez, para janeiro de 2010, subiu a 8,96%, enquanto as taxas longas caíram. O movimento foi atribuído, em parte, ao ambiente negativo nas principais bolsas pelo mundo. Além disso, também refletiu a continuidade do ajuste à nova Selic, de 9,25% ao ano. Segundo operadores, a alta da taxa de curto prazo também pode ter sido amparada por expectativas positivas com o resultado das vendas no varejo, que o IBGE divulga hoje. Segundo levantamento do AE Projeções, o resultado das vendas no varejo de abril deverá variar de recuo de 1,20% a expansão de 0,80%, na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. No confronto entre abril de 2009 e abril de 2008, as expectativas são de avanço nas vendas no varejo de 4,20% a 9,20%. A taxa para Janeiro 2012 cedeu a 11,16%. O dólar à vista pegou carona na valorização da moeda dos EUA no exterior em meio à retomada da aversão ao risco, que também amparou a demanda por títulos do Tesouro norte-americano. O dólar subiu 1,45%, a R$ 1,953 no balcão. A Bovespa cedeu 2,85%, aos 52.033,82 pontos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.