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Juros da dívida são questionados

Senadores acham que gastos poderiam ter sido reduzidos

O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, admitiu ontem que a substituição dos títulos indexados à Selic, a taxa básica de juros, por papéis com juros prefixados ''''tem certo custo no curto prazo''''. Mesmo assim, ele defendeu a política adotada pela Secretaria do Tesouro Nacional, com o argumento de que, ''''no longo prazo'''', os papéis com taxas prefixadas ''''são mais saudáveis''''.Meirelles foi intensamente questionado pelos senadores porque a despesa com juros da dívida pública caiu só 2% de janeiro a julho de 2007, enquanto a Selic caiu 22%, segundo reportagem publicada na terça-feira pelo Estado.O senador Eliseu Resende (DEM-MG) quis saber se o governo não tinha deixado de aproveitar a queda da Selic para reduzir os gastos com juros. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) perguntou se a velocidade de substituição dos títulos selicados por prefixados não tinha sido muito grande.Meirelles disse que, em tese, se o governo não tivesse feito nenhuma substituição dos títulos, o custo da dívida teria sido bem menor. Ele argumentou, no entanto, que, no mundo inteiro, os governos procuram trabalhar com títulos prefixados.''''Papéis prefixados aumentam a resistência a choques e dão maior estabilidade à administração da dívida'''', explicou. Para ele, se a trajetória da Selic for de alta, o impacto desse movimento na dívida será tanto menor quanto maior for o porcentual de papéis prefixados.''''Esses papéis funcionam como uma espécie de amortecedor. O custo da dívida cai mais lentamente, mas também sobe mais lentamente quando o movimento é semelhante àquele registrado em 2004 (quando o BC elevou a Selic)'''', explicou.O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) quis saber a opinião de Meirelles sobre a proposta de criação de um Comitê de Política da Dívida Pública, feita pelo ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Júlio Sérgio Gomes de Almeida. Com esse novo Comitê, a dívida pública não seria mais administrada unicamente pelo Tesouro Nacional.''''Não compartilho dessas críticas ao Tesouro'''', respondeu Meirelles. ''''O Tesouro está fazendo um trabalho de qualidade e responsabilidade'''', disse. Sobre a proposta do Comitê da Dívida Pública, ele disse que era assunto da Fazenda.

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