Juros de bancos são os maiores desde novembro de 2003

As taxas de juros cobradas pelos bancos atingiram em junho o maior valor desde novembro de 2003, informou nesta segunda-feira o Procon de São Paulo. Na pesquisa, realizada entre os dias 2 e 3 deste mês, com dez instituições financeiras, a taxa média de cheque especial atingiu 8,27% ao mês, um acréscimo de 0,02 ponto porcentual sobre maio. Quanto aos juros de empréstimo pessoal, a taxa média foi de 5,42% ao mês e ficou 0,03 ponto percentual mais alta que a do mês anterior. Em novembro de 2003, as taxas atingiram 8,29% e 5,49, respectivamente.De acordo com o Procon, as taxas médias verificadas desde que o Comitê de Política Monetária iniciou a seqüência de nove aumentos na taxa básica de juros acumularam variação positiva de 0,28 ponto percentual. Segundo o órgão, o crescimento é contínuo, embora pequeno.As taxas de cheque especial e de empréstimo pessoal equivalentes ao ano, em junho, foram de 159,56% e 88,31%, respectivamente, enquanto a taxa Selic está em 19,75% ao ano, até a próxima reunião do comitê, que acontece nesta terça e quarta-feira, em Brasília.A maior taxa de cheque especial de junho foi cobrada pelo banco Itaú (8,50% ao mês) e a menor foi verificada na Caixa Econômica Federal (7,95% ao mês). Nenhuma queda foi constatada e dois bancos aumentaram. A Nossa Caixa alterou de 7,90% para 8,10% ao mês. O Unibanco subiu de 8,36% para 8,39% ao mês.Empréstimo PessoalQuanto ao empréstimo pessoal, o Unibanco tem a taxa mais alta (5,87% ao mês) e a Nossa Caixa, a mais baixa (4,25% ao mês). Nesta modalidade, um banco reduziu a taxa e cinco aumentaram.A Nossa Caixa subiu de 4,10% para 4,25%. O Banespa e o Santander subiram de 5,70% para 5,75%, a Caixa Econômica Federal aumentou de 5,11% para 5,15% e o Unibanco elevou de 5,85% para 5,87%. A única queda foi no HSBC, de 5,19% para 5,16%.

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