Juros dependem do preço do petróleo

Na próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), dia 21, a Organização deve concordar em elevar a produção de petróleo para baixar os preços. A informação é de um oficial próximo à agência de petróleo da Arábia Saudita. O tamanho do aumento de produção, porém, ainda não está decidido. De acordo com as agências internacionais, todos os pontos estão em discussão para criar o melhor equilíbrio entre oferta e demanda. A Organização quer baixar os preços aos poucos. Esperava-se que os 11 países membros da Opep, que fornece 40% do petróleo mundial, elevassem a produção na semana passada, quando os preços ultrapassaram a meta de US$ 28 o barril. Contudo, o aumento não foi automático e membros do cartel disseram que estavam estudando o mercado para a reunião. Aqui no Brasil, o Ministro das Minas e Energia, Rodolfo Tourinho não confirma que haverá aumento nos preços dos combustíveis em julho. Tourinho afirma apenas que o governo está monitorando a cotação do petróleo no mercado internacional. De acordo com reportagem de Karolina Albuquerque, hoje o barril de petróleo é negociado no pregão londrino na máxima do dia, cotado a US$ 29,99 (+71 cents). Um novo aumento da produção é esperado. Entretanto, o mercado acredita que este acréscimo não será suficiente para cobrir a oferta global. O preço do barril está 80% mais caro neste ano em relação a 1999. Juros são influenciados pelo preço do petróleo Na sexta-feira passada, o diretor de Política Econômica do BC, Sérgio Werlang, afirmou, durante teleconferência realizada pela Broadcast, que as perspectivas em relação aos juros dependem de como vai ficar o preço do petróleo. Nesse sentido, as perspectivas não são boas. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o preço do óleo não estava tão alto. Mesmo assim, o Comitê decidiu manter as taxas nos patamares em que estavam. Hoje, com o preço do petróleo mais alto, diminuem as chances de queda das taxas de juros. Um eventual reajuste nos preços dos combustíveis seria necessário para equilibrar a Parcela de Preço Específica (PPE), a conta petróleo, que já acumula déficit de cerca de R$ 600 milhões neste ano até junho. A meta estabelecida entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI) é de R$ 3,5 bilhões.

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