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Juros deveriam subir em 2 ou 3 pontos, diz FGV

As expectativas do mercado sobre a inflação poderão ser revertidas com o aumento da taxa de juros em dois ou três pontos porcentuais, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), no dia 18 de dezembro, disse nesta sexta-feira o coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. "A alta de um ponto teria pouco efeito, pois se está lidando com incertezas", disse. "Há uma grande dispersão nas avaliações sobre inflação no ano que vem". Ele discorda da necessidade de acontecer uma reunião extraordinária do Copom por conta dos altos índices divulgados nos últimos dias, como apontam algumas análises no mercado. "Isso só geraria mais apreensão. Quanto mais se sai da normalidade, maior a volatilidade das expectativas", disse.Na opinião de Quadros, o atual processo inflacionário reflete a seqüência do repasse da alta do dólar para os preços. E a demora no fim desse choque de oferta piora as expectativas. "As expectativas crescem na medida em que esses choques demoram a desaparecer", disse.O economista acredita que esse processo tende a se normalizar em um ou dois meses, refletido principalmente nos IGPs, que é o período em que deve continuar havendo o repasse cambial para os preços. "O processo não tende ao descontrole", afirmou. Embora reconheça que possa haver um crescimento pontual do consumo em dezembro, ele descartou uma pressão da demanda sobre a inflação. "Certamente não está havendo pressão de demanda, pelo menos a interna, que está desaquecida", disse o coordenador da FGV. Segundo ele, os preços do setor de serviços estão subindo pouco, com alta menor que 5% no acumulado do ano. "Ainda que alguns alimentos e produtos eletrônicos cheguem com alta, trata-se de choque de oferta", afirmou. Quadros reconheceu que alguns produtos sem relação com o dólar tem interferência nos preços e estão pressionados, como os produtos agrícolas ? arroz, milho, bovinos, com exceção do trigo. Ele disse que essas altas devem-se mais a questões ligadas ao mercado desses produtos, ao fluxo de oferta e demanda.Quanto ao leve aquecimento da atividade industrial e à queda dos estoques verificada nas últimas semanas, ele atribui o comportamento ao aumento da demanda externa por causa da desvalorização cambial.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 20h03

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