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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Juros do cheque especial ficam inalterados

A pesquisa mensal de taxa de juros bancários feita nos dias 10 e 11 de junho, pela Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, revelou que a taxa média para o cheque especial permaneceu a mesma do mês anterior: 8,76% ao mês. Já no empréstimo pessoal, a taxa média mensal subiu de 5,48%, registrada em maio, para 5,52% em junho.Com relação à modalidade cheque especial constatou-se que a maior taxa foi de 9,50% ao mês, praticada pelo BCN, e a menor, de 7,95%, da pela Nossa Caixa. Nessa modalidade, os bancos não alteraram suas taxa em relação ao mês passadoJá para o empréstimo pessoal observou-se que a maior taxa ficou em 6,95%, do Itaú, e a menor em 3,95%, da Nossa Caixa. Neste caso, as elevações verificadas foram promovidas na Caixa Econômica Federal (de 4,80% para 5,50% ao mês), no Banco Real (de 5,75% para 5,87% ao mês) e no Mercantil SP (de 5,80% para 5,90% ao mês). A única queda observada nesta modalidade foi no Brasdesco, que reduziu a taxa mensal de 5,90% para 5,40% ao mês. Na última reunião feita em maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros básica (Selic) em 18,50% ao mês, já que o aumento gradativo do risco Brasil, a alta inadimplência e a desvalorização do real frente ao dólar podem vir a comprometer as metas a serem atingidas. As taxas de juros médias tanto para o cheque especial como para o empréstimo pessoal refletem esse comportamento mais conservador do Banco Central, uma vez que não ocorreu nenhuma alteração na primeira modalidade. Já com relação ao empréstimo pessoal observou-se uma tendência de crescimento na taxa média.Os técnicos de Estudos e Pesquisas da Fundação Procon-SP orientam o consumidor a ser cauteloso e, se possível, evitar contrair dívidas neste momento.Os 13 bancos que fizeram parte da coleta foram: Banco Bilbao Vizcaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco.

Agencia Estado,

18 de junho de 2002 | 12h40

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