Juros do crediário podem subir

A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de aumentar a Selic, taxa básica referencial de juros da economia, de 18% para 21% ao ano, poderá provocar aumento nas taxas de juros do crediário. Por outro lado, o espaço seria pequeno devido às altas taxas já praticadas por bancos, financeiras e lojas com vendas a prazo já se encontram elevadas. Para o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a tendência é de alta dos juros na ponta, porém as altas taxas praticadas podem inibir o repasse. "As lojas podem não elevar porque, na prática, os custos estão extremamente elevados para o consumidor, que já paga 200% ao ano."Por essa razão, ele acredita que as taxas cobradas no cheque especial e cartão de crédito - as mais elevadas - devem ficar inalteradas. No entanto, linhas de crédito mais baratas, como financiamento de veículos e bens, podem subir. Outra conseqüência, segundo Miguel de Oliveira, da Anefac, é o encurtamento dos prazos no crediário e restrição ao crédito. "Os bancos já vinham aumentando as restrições, reduzindo linhas de crédito e elevando as taxas. Essa tendência deve continuar ", acredita.De acordo com dados preliminares da Anefac, o crediário em lojas deve subir de 6,62% para 6,83%; o cartão de crédito, de 10,47% para 10,68%; o cheque especial, de 9,89% para 10,10%; o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), de 4,28% para 4,49%; o empréstimo pessoal, de 5,36% para 5,57% e as financeiras - que já praticam as maiores taxas - de 12,43% para 12,64%. Ou seja, as taxas pagas por pessoa física devem subir em média 2,57%.Veja nas matérias dos links abaixo a previsão de analistas de que o juro ao consumidor poderá subir com a alta da Selic e a obtenção de crédito ficará mais difícil.

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