Juros do crédito caíram em maio

O crédito à pessoa física esteve mais barato em maio em relação a abril. Segundo pesquisa das taxas de juros cobradas pelos bancos nas linhas de crédito de cheque especial e crédito pessoal realizada pelo Banco Central, em maio, a maioria das alterações foi de redução das taxas. A pesquisa completa está disponível no site da instituição (veja link abaixo).De acordo com os dados disponíveis, entre os 14 maiores bancos pesquisados de acordo com o patrimônio líquido, o Citibank cobrou os juros mais altos no cheque especial, com uma taxa de 13,64% ao mês. Já os menores juros foram cobrados pela Caixa Econômica Federal: 6,44% ao mês. Veja na tabela abaixo os bancos que reduziram suas taxas:BancoJuros ? taxa mensalMarçoabrilABN Amro8,34%8,22%CEF6,57%6,44%Safra7,22%6,74%Crédito pessoalPara a concessão de crédito pessoal, segundo a pesquisa disponível no site do BC, a maior taxa verificada foi cobrada pelo Itaú, com juros de 5,10% ao mês. A menor taxa foi praticada pelo Banco Safra, de 3,11% ao mês. As únicas elevações foram praticadas pelo Banco do Brasil (de 4,54% para 4,81% ao mês) e Itaú (de 4,71% para 5,10% ao mês). Veja na tabela abaixo os bancos que reduziram as taxas:BancoJuros ? taxa mensalMarçoAbrilSantander4,66%3,42%Banespa 4,38%3,90%Banco Safra3,54%3,11%O Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, também realiza mensalmente uma pesquisa dos juros do crédito. Veja no link abaixo o resultado desta apuração. Selic, mas juros do crédito não acompanharamApesar da terceira alta mensal consecutiva da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,5 ponto porcentual, aumentando de 16,25% para 16,75% ao ano, os juros do crédito à pessoa física não foram afetados no curto prazo, segundo revela a pesquisa do Banco Central. A maioria das taxas até recuou. No entanto, a tendência de alta dos juros pode ser observada mais no longo prazo, já que os bancos já vinham elevando os juros nos últimos dois meses.Segundo o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, o recuo dos juros para pessoa física pode ser explicado pela própria redução da procura por crédito bancário. "Com a redução da demanda, alguns bancos passaram a oferecer prêmios em forma de taxas mais baixas para atrair clientes".

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