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Juros do crédito ficaram mais altos em abril

O crédito à pessoa física ficou mais caro no mês de abril em relação a março. Segundo pesquisa das taxas de juros cobradas pelos bancos nas linhas de crédito de cheque especial e crédito pessoal, realizada pelo Banco Central (BC), algumas instituições financeiras elevaram sua taxas. A pesquisa completa está disponível no site da instituição (veja link abaixo).De acordo com os dados disponíveis, entre os 14 maiores bancos de acordo com o patrimônio líquido, o Citibank cobrou os juros mais altos no cheque especial, com uma taxa de 13,73% ao mês. Já os menores juros foram cobrados pela Caixa Econômica Federal: 6,57% ao mês. Veja na tabela abaixo os bancos que elevaram as taxas:BancoJuros ? taxa mensalmarçoabrilUnibanco7,95%8,07%ABN Amro8,13%8,34%Banespa7,68%7,98%Safra6,75%7,22%Crédito pessoalPara a concessão de crédito pessoal, segundo a pesquisa disponível no site do BC, a maior taxa verificada foi cobrada pelo HSBC, com juros de 4,82% ao mês. A menor foi praticada pelo Citibank, juros de 3,36% ao mês. As únicas reduções foram praticadas pelo BankBoston (de 4,82% para 4,56% ao mês) e pela Nossa Caixa (de 4,40% para 4,35%). Veja na tabela abaixo os bancos que elevaram as taxas:BancoJuros ? taxa mensalmarçoAbrilBradesco4,00%4,55%Unibanco4,38%4,54%Santander4,23%4,66%Citibank3,17%3,36%HSBC4,67%4,82%Banco Safra3,45%3,54%Mercantil de São Paulo3,81%3,94%O Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, também realiza mensalmente uma pesquisa dos juros do crédito. Veja no link abaixo o resultado desta apuração. Alta da Selic e inadimplência afetam juros ao consumidorA alta dos juros ao consumidor em abril é, em parte, explicada pelo maior custo de captação do dinheiro a ser destinado ao crédito. Com as elevações da taxa básica de juros da economia - Selic - nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o custo do dinheiro ficou mais caro e essa elevação é repassada para o consumidor que vai tomar crédito. Com juros maiores, a tendência é de crescimento da inadimplência. Esse risco também é incorporado às taxas de juros, elevando-as ainda mais.Em março, a Selic subiu de 15,25% para 15,75% ao ano. Esse movimento se repetiu também em abril, quando taxa foi elevada para 16,25% ao ano. A próxima decisão ocorrerá no dia 23 deste mês e, se os juros subirem novamente, o consumidor poderá se deparar com um novo movimento de alta dos juros do crédito.

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