Juros do empréstimo pessoal sobem em outubro

As taxas médias de juros cobradas nas linhas de cheque especial e empréstimo pessoal apresentaram pequena alta em outubro em relação a setembro, ficando em 8,88% e 5,45% ao mês, respectivamente. No mês passado, as taxas médias foram de 8,85%, para o cheque especial, e 5,28% para o empréstimo pessoal. Os dados são da pesquisa mensal de juros bancários da Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual.No cheque especial, a maior taxa de juros foi de 9,50%, do HSBC e BCN, e a menor, 7,70%, foi cobrada pela Nossa Caixa. A única elevação constatada nesta modalidade foi a da Caixa Econômica Federal, que alterou de 8,25% para 8,70% a taxa mensal.Com relação ao empréstimo pessoal verificou-se que a maior taxa foi de 5,90% ao mês, praticada pelo Bradesco, BCN e HSBC, e a menor, 3,50%, cobrada pelo BBV. As elevações verificadas ocorreram nos bancos Nossa Caixa Nosso Banco (de 3,95% para 4,95%), HSBC (de 4,97% para 5,90%), Banespa (de 4,87% para 5,29%) e Santander (de 5,77% para 5,79%). A única queda constatada se deu no Banco Real, que modificou a taxa mensal de 5,84% para 5,75%.Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar também que os dados coletados referem-se às taxas máximas prefixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias. Os técnicos de Estudos e Pesquisas da Fundação Procon observam que as taxas de juros tanto do cheque especial como do empréstimo pessoal continuam elevadas, reflexo também dos recentes acontecimentos internacionais, que repercutiram na economia brasileira. Na atual conjuntura, a possibilidade de recorrer aos bancos para utilização desses serviços deve ser muito bem avaliada pelo consumidor. Toda cautela é necessária na decisão de recorrer a empréstimos ou utilizar o cheque especial, pois os juros devem prosseguir pressionados no mercado.

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