Juros do empréstimo pessoal têm 9ª queda seguida, diz Procon

Taxa média dos bancos sondados foi de 5,26% ao mês ante 5,27% em agosto, numa diminuição de 0,01 ponto

AE,

15 de setembro de 2009 | 13h37

O nono declínio seguido da taxa média de juros do empréstimo pessoal foi apurada pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP), em levantamento feito no dia 2, último dia do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) que decidiu pela manutenção da Selic em 8,75%. A taxa média dos bancos sondados foi de 5,26% ao mês ante 5,27% em agosto, numa diminuição de 0,01 ponto. No ano, a taxa equivalente ficou em 84,95%.

 

Desta vez, contudo, só duas instituições financeiras do fragmento de dez abrandaram os juros, mas de maneira pouco expressiva, de acordo com a Fundação Procon-SP. Foram elas: o Banco do Brasil (BB), que alterou de 4,48% para 4,38% ao mês, redução de 0,10 ponto porcentual e de 2,23% ante agosto, e Nossa Caixa, que mudou de 4,5% para 4,48%, declínio de 0,02 ponto e de 0,44% em relação ao mês passado. As maiores porcentagens são do Real e Santander, os dois com 5,98%, que sustentaram as taxas.

 

No acumulado do ano, a taxa média mensal teve queda de 0,99 ponto, com base em dezembro. Além de BB, Nossa Caixa, Real e Santander, a fundação pesquisou Bradesco (5,64%), Caixa Econômica Federal (4,39%), HSBC (4,61%), Itaú (5,86%), Safra (5,40%) e Unibanco (5,86%), que conservaram os porcentuais.

 

No levantamento, foi estabelecido um tempo de 12 meses de contrato, observando que há a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal por causa do prazo, pois todos os bancos sondados aplicam esse período. As informações colhidas referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes não-preferenciais, independente do meio de contratação.

 

Cheque

 

Em relação ao cheque especial, a taxa média permaneceu em 8,79% ao mês ante agosto, após oito meses de decréscimos consecutivos. No ano, o acumulado foi de 174,74%. Normalmente, o cheque especial resiste mais às influências no que se refere à queda das taxas. No acumulado do ano, com base em dezembro, o cheque teve queda de 0,54 ponto. Foi considerado o período de 30 dias na pesquisa.

 

O menor juro de especial é cobrado pela CEF (6,75%) e o maior, pelo Safra (12,30%). As demais taxas apuradas foram: BB (7,65%), Bradesco (8,24%), HSBC (9,34%), Itaú (8,59%), Nossa Caixa (7,65%), Real (9,38%), Santander (9,38%) e Unibanco (8,59%).

 

A Fundação Procon-SP recomenda cuidado ao clientes de bancos. Segundo o órgão, o spread (diferença entre o custo de captação de dinheiro por um banco e a taxa de juros por ele cobrada dos tomadores de empréstimos) prossegue elevado. Por isso, aconselha, ainda não é o momento mais apropriado para se tomar empréstimo.

 

Conforme a fundação, se for inevitável, o consumidor deve inteirar-se sobre outros meios de financiamento, como, por exemplo, crédito com desconto em holerite(consignado), que apresenta taxas mais acolhedoras.

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