Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Juros do Fed e alta do petróleo assustam Eid

O economista William Eid, da FGV-SP, acha que a taxa de juros nos Estados Unidos deve subir bastante até o final do ano, passando do patamar atual de 1% para 3% ou 4%. E isso, aliado à ameaça de que os preços do petróleo fujam do controle com o agravamento da crise no Golfo Pérsico, podem impedir que o "espetáculo do crescimento" brasileiro, apregoado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se concretize num horizonte próximo. Eid fez suas previsões no programa Conta Corrente, da Globo News. Para ele, o preço atual do barril de petróleo, que supera os 40 dólares, já é assustador e pode complicar ainda mais a economia internacional. "O Iraque continua sendo um barril de pólvora. Se os Estados Unidos ficarem lá, a vida é complicada, se eles saírem a vida fica mais complicada ainda", previu.Conflito pode alastrar-sePara o economista da FGV-SP, a saída dos EUA do Iraque deixaria aquela região totalmente desestabilizada, com uma possível guerra entre Turquia, Irã e, eventualmente, até com a intromissão da Arábia Saudita, "o que elevaria o preço do petróleo a níveis estratosféricos". Em sua avaliação, o governo Lula deve aumentar o preço interno da gasolina, mesmo que isso provoque mais inflação. Neste sentido, lembrou que o próprio governo já admite que a meta de inflação de 5,6% não será atingida, devendo chegar a 6,5%, 6,7%. Efeito exportaçõesEid admitiu que o extraordinário crescimento das exportações livrará o País de problemas no balanço de pagamentos, que até três anos atrás eram resolvidos com a entrada de investimentos externos diretos. Mas o forte superávit na balança comercial não deve trazer ilusões, preveniu. "Nós precisamos analisar a origem dessa elevação brutal (das exportações). Em primeiro lugar, nós tivemos a desvalorização cambial, que foi grande e permitiu o acesso a novos mercados. E, ao mesmo tempo, não podemos esquecer que a recessão que nós vivemos gera um excedente exportável. Se a gente começar a crescer, nós vamos ter uma redução no nível de exportações e, pior, um aumento nas importações, o que pode nos levar novamente a uma situação complicada. Resumo da ópera: nós não temos aquela estabilidade que seria desejável e que nos permitiria projetar um futuro mais tranqüilo. Quer dizer, mesmo neste momento de saldo alto (na balança comercial), a gente não pode ficar tranqüilo."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.