Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Com nova medida, juro do rotativo recua em 2017, para 334,6% ao ano

Corte foi impulsionado pela queda da Selic e às medidas adotadas pelo governo em abril; taxa do cheque especial também caiu

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2018 | 12h45

BRASÍLIA - O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 1,0 ponto porcentual de novembro para dezembro, informou nesta segunda-feira o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 335,6% em novembro para 334,6% ao ano em dezembro. O movimento da taxa do rotativo ocorre sob as novas regras de migração da modalidade, que começaram em abril do ano passado.  Em dezembro de 2016, a taxa estava em 497,7% ao ano. 

O juro do rotativo é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 218,3% para 233,8% ao ano de novembro para dezembro. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 413,5% para 401,4% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 168,5% para 169,2% ao ano.

Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 74,2% para 70,8% de novembro para dezembro.

Em abril do ano passado, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra é permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado

Já o juro do cheque especial caiu de 323,7% ao ano em novembro para 323,0% em dezembro.  No mesmo mês do ano passado, a taxa estava em 328,6% ao ano.

Redução.  O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou há pouco a queda nas taxas de juros de todas as modalidades de crédito em dezembro, em parte decorrente do efeito dos cortes na taxa básica Selic.

“A redução do spread bancário também justifica a queda das taxas de juros”, afirmou. Além disso, a queda nos estoques de modalidades mais caras, como o cheque especial, também ajuda a baixar o juro médio.

O Índice de Custo de Crédito (ICC), acrescentou Rocha, ficou em 21,4% em dezembro e chegou ao menor patamar da série histórica do indicador, desde setembro de 2015.


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