Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Juros domésticos caem na véspera da reunião do Fed

O Tesouro pode considerar um novo sucesso tanto o seu leilão de hoje de LTNs e LFTs, quanto a primeira etapa do leilão de NTN-C de 30 anos, título corrigido pelo IGP-M, com cupom de juros de 12% ao ano. Todos os papéis obtiveram taxas de remuneração muito inferiores às vendas anteriores. Isso reflete a aposta unânime do mercado em queda das taxas de juros - por isso mesmo, as instituições financeiras estão interessadíssimas em comprar títulos do Tesouro agora, quando a remuneração está melhor do que estará amanhã.A divulgação hoje do índice de confiança do consumidor dos EUA deu a convicção ao mercado de que o Fed anunciará redução dos juros amanhã, em pelo menos 0,50 ponto porcentual. O índice caiu para 114,4, em janeiro, o mais baixo desde dezembro de 1996. Todos se lembram de que, na 5ªFpassada, o presidente do Fed, Alan Greenspan, dissera ser crucial para o Fed verificar se a desaceleração "alcançaria a confiança do consumidor". De fato, alcançou.Como a questão da economia norte-americana é o calcanhar de Aquiles para o mercado doméstico, os investidores brasileiros acreditam que uma nova redução dos juros nos EUA implicará queda também na Selic, o juro básico da economia, hoje em 15,25% ao ano. Por conta desta expectativa, os juros caem em todas as operações. Na BM&F, o contrato de DI futuro para julho, ainda o mais negociado, projeta agora taxa de 15,03% ao ano, de hoje ao vencimento (1/7/2001), ante 15,10% de ontem; o DI abril, 15,02% (estável); e o DI outubro, 15,15%, ante 15,18% de ontem. O contrato de um ano (DI a termo) também ficou estável em 15,41%.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2001 | 19h29

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