Juros e Obama concentram atenções

Apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária são de início de um ciclo de queda da taxa Selic

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

19 de janeiro de 2009 | 00h00

A terceira semana do ano tem tudo para ser uma das mais importantes de 2009 do ponto de vista do mercado financeiro. Será marcada pela posse do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve iniciar um ciclo de baixa da taxa de juros brasileira. Obama terá, entre várias difíceis missões, a de restaurar a confiança dos investidores, não só nos EUA, mas no mundo todo. Por isso, seu discurso de posse será acompanhado com grande atenção. O plano de Obama para estimular a economia, garantir a solvência do sistema financeiro e interromper a onda de calotes no setor imobiliário poderá custar, segundo algumas estimativas, mais de US$ 1 trilhão aos cofres públicos dos EUA. O Copom reúne-se amanhã e quarta-feira para definir um corte na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano. A expectativa dos analistas varia entre 0,50 ponto a 1 ponto porcentual. Nos últimos dias, ganhou força a aposta em 0,75 ponto, em decorrência da piora da atividade econômica e de sinais de recuo da inflação. A propósito de inflação, quarta-feira sai a segunda prévia de janeiro do IGP-M. A expectativa é de um recuo de 0,70%. Sexta-feira é a vez do IPCA-15 de janeiro, que, segundo analistas, deve avançar 0,31%. O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, índice que serve de referência para a meta de inflação do Brasil (4,5% no ano, com margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo).

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