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Juros futuros abrem próximos da estabilidade com o foco na China

O aperto monetário chinês, anunciado no fim de semana, pressiona as commodities e pode atenuar a tarefa do BC brasileiro de contenção da inflação

Patrícia Lara, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2010 | 11h04

O momento foi surpreendente, embora a decisão de elevação das taxas de juros na China não tenha sido. O aperto monetário chinês, anunciado no fim de semana, pressiona as commodities (matérias-primas) e pode atenuar a tarefa do Banco Central brasileiro de contenção da inflação, o que pode retirar prêmio de alguns vencimentos. Em contrapartida, pode ampliar a aversão ao risco, o que pode trazer novos prêmios aos contratos DIs locais. Na pesquisa Focus, divulgada nesta manhã, a surpresa consta das projeções do grupo top 5, formado pelos agentes que mais acertam as projeções macroeconômicas. Esse grupo voltou a elevar a expectativa para o IPCA 2011 no médio prazo de 5,89% para 6,02%, enquanto algumas corretoras esperavam uma convergência dessa taxa para 5,5%.

O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) anunciou elevação das taxas de juro no último sábado pela segunda vez em dois meses, indicando que as autoridades estão determinadas a combater a inflação e que os seis aumentos de compulsório bancário anunciados anteriormente não foram suficientes para conter a forte expansão do crédito. As taxas de depósito e de empréstimo foram elevadas em 0,25 ponto porcentual. As novas taxas começam a vigorar a partir de domingo. Em nota, o banco central chinês informou que a taxa de empréstimo durante um ano subirá de 5,56% para 5,81%, enquanto a taxa de depósito por um ano avançará de 2,5% para 2,75%.

"O timing surpreendeu e pode trazer aversão de risco. Mas a China está fazendo algum trabalho na queda dos preços de commodities, o que aliviaria a expectativa de inflação no País", observou uma fonte. Na primeira oportunidade de reação à medida, o Xangai Composto chegou a abrir em alta, mas terminou o dia com perda de 1,9%, com vendas acentuadas nas ações dos bancos.

Em Frankfurt, as ações das montadoras eram as mais penalizadas, após autoridades de Pequim anunciarem, no dia 23, restrições para o registro de novos carros na cidade em 2011, com o intuito de controlar o tráfego caótico da capital. Autoridades de Pequim informaram que vão reduzir o número de novos carros que chegarão às ruas em 2011. A cidade permitirá que 240 mil carros sejam registrados no próximo ano. O número é cerca de um terço do total de novos veículos registrados neste ano. O sinal é de baixa também nos índices futuros de Nova York, em dia de agenda fraca nos Estados Unidos e com a liquidez ainda mais prejudicada pelas nevascas em Nova York.

O complemento para o dia pode vir da pesquisa Focus. No top 5, a expectativa é de que o IPCA 2011 no médio prazo subiu acima de 6%, enquanto a expectativa era de uma volta dessa estimativa em direção ao 5,50%. Esta é a primeira pesquisa Focus divulgada após a publicação do Relatório Trimestral de Inflação na semana passada. Para 2011, a mediana das estimativas avançou de 5,29% para 5,31%, na terceira alta seguida. A pesquisa mostra ainda que a projeção suavizada para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos próximos 12 meses caiu ligeiramente de 5,40% para 5,39%.

Às 9h48 (horário de Brasília), a taxa projetada pelo DI com vencimento em janeiro de 2012 apontava 12,13%, ante 12,12% do ajuste anterior. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2013 apresentava taxa de 12,36%, ante 12,37% de ontem.

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