Juros futuros cedem com expectativa de IPCA-15 favorável

Cenário:

NALU FERNANDES , O Estado de S.Paulo

22 de março de 2012 | 03h06

Os juros futuros devolveram prêmios em grande parte da curva a termo, antecipando um IPCA-15 relativo a março, hoje, abaixo de 0,53%, nível registrado na divulgação de fevereiro. O encolhimento das taxas dos títulos do Tesouro norte-americano, após o desapontamento dos investidores com o declínio de 0,9% das vendas de residências usadas nos Estados Unidos, também influenciou ó recuo das taxas futuras aqui. A expectativa com a desaceleração da inflação doméstica amparou ainda um aumento significativo do volume de contratos negociados na sessão estendida no mercado futuro de juros, em comparação aos níveis da chamada sessão normal e do ajuste da véspera. A taxa para janeiro de 2013 ficou em 8,93%, perto da mínima, ante 8,97% no ajuste, com 354.530 contratos, em comparação a 213.299 do dia anterior.

Na Bolsa de Valores, a ausência de indicadores relevantes fez com que a preocupação com a desaceleração da economia chinesa voltasse a pesar no pregão doméstico. O Ibovespa perdeu 0,65%, aos 66.860,05 pontos e registrou mais um dia de baixa liquidez, indicando que o investidor estrangeiro está menos propenso a assumir riscos. O giro financeiro ficou em apenas R$ 5,308 bilhões, o pior desde 6 de fevereiro. Mais uma vez, Vale e siderúrgicas registraram perdas, com as ações preferenciais da Usiminas (-3,96%) liderando a queda do índice. As ações ordinárias da Vale caíram 0,38% e as preferenciais, 0,34%. Os papéis ON da Petrobrás recuaram 0,52% e os PN, 0,66%. Em Nova York, as bolsas fecharam sem direção única. O índice Dow Jones cedeu 0,35% e o S&P 500 perdeu 0,19%, ao passo que o Nasdaq registrou leve alta, de 0,04%.

No mercado de câmbio, após duas altas seguidas, o dólar à vista caiu 0,11%, a R$ 1,8190 no balcão, refletindo vendas de moeda no fim da sessão já que o BC não fez leilão de compra ontem, frustrando expectativas. O dólar futuro para abril 2012, de outro lado, terminou com leve alta, a R$ 1,8240 (+0,19%) em linha com a valorização da moeda norte-americana no exterior e sintonizado com a possibilidade de novas medidas cambiais. Apesar do leve recuo de preço da divisa à vista, os agentes avaliam que a moeda tende a oscilar ao redor do patamar de R$ 1,81. Na percepção dos participantes deste mercado, continua pesando nas decisões de negócios a trajetória para o câmbio pretendida e defendida pela equipe econômica, acima de R$ 1,80. Portanto, a incerteza sobre novas medidas sustenta a cautela nas mesas de operação.

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