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Juros futuros disparam com dados fortes do emprego

Os números robustos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram o principal gatilho ontem para a disparada dos juros futuros. O saldo líquido positivo de 299.415 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, resultado recorde para o mês, reforçou a percepção de que o consumo pode elevar as pressões inflacionárias nos próximos meses. Dessa forma, o mercado vê maior risco de retomada do aperto da taxa básica de juros em 2011. Este receio foi alimentado também pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S), que apresentou aumento pela segunda vez consecutiva ao avançar 0,31% na quadrissemana finalizada em 15 de setembro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Adicionalmente, o mercado reagiu a fatores técnicos relacionados a operações de investidores estrangeiros e ao comportamento de alta dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. Na BM&FBovespa, o vencimento do contrato para janeiro de 2012 subiu de 11,33% para 11,41% .

Cenário: Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

O fluxo de recursos estrangeiros para o Brasil voltou a se impor e o dólar no balcão fechou em queda de 0,70%, a R$ 1,714, na mínima do dia, apesar de mais uma atuação dupla do Banco Central nas compras no mercado à vista.

Nas ações, a Bovespa recuou 0,65%, tendo desempenho pior do que os índices acionários em Wall Street, onde o Dow Jones subiu 0,21% e o S&P 500 cedeu 0,04%. Pesou sobre a Bolsa brasileira a performance negativa das blue chips Petrobrás e Vale, mas salvaram-se as ações ligadas ao setor de consumo, influenciadas pelo dado forte do Caged.

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