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Juros futuros recuam após dados do IGP-M

O indicador pode dar alívio às taxas dos contratos futuros de juros, mas mas as condições de liquidez baixas dificultam movimentações significativas dos investidores nesta semana

Patrícia Lara, da Agência Estado,

29 de dezembro de 2010 | 10h32

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) é mais um dado de inflação que surpreende para o bem, ao reduzir o ritmo de alta para 0,69% em dezembro, ante 1,45% em novembro, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os preços do grupo agrícola exerceram uma contribuição relevante nesse comportamento, enquanto os industriais também ajudaram. O indicador pode dar alívio às taxas dos contratos futuros de juros. Mas as condições de liquidez baixas dificultam movimentações significativas dos investidores nesta semana comprimida pelos feriados do Natal e Ano Novo. Na abertura dos negócios, os contratos futuros de DI registravam leve baixa.

O resultado mensal do IGP-M veio abaixo do piso das estimativas dos economistas, que esperavam inflação de 0,70% a 0,85%, com mediana de 0,77%. Entre os componentes do indicador, o Índice de Preços por Atacado - Mercado (IPA-M) subiu 0,63% este mês, ante alta de 1,84% em novembro, com o grupo agrícola apresentando uma desaceleração de 5,43% em novembro para 1,15% em dezembro. Para analistas da LCA, no entanto, o grupo industrial foi a maior surpresa. Os preços dos produtos industriais reduziram o fôlego de alta em dezembro para 0,44%, após subirem 0,61% em novembro.

A LCA destacou o IPA Indústria de Transformação, que apresentou variação de 0,62%, com produtos alimentícios e bebidas reagindo rapidamente à desaceleração apresentada pelos produtos agrícolas in natura. Na semana passada, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) também surpreendeu para o bem, já que a variação de 0,69% - idêntica ao do IGP-M divulgado hoje - ficou abaixo do piso das expectativas.

O indicador tem potencial para aliviar as taxas dos DIs, mas o clima visto ontem deve se intensificar na sessão de hoje. No exterior, medidas chinesas continuam surgindo nesta semana em que as agências de notícias e as mesas de operações trabalham com contingentes restritos. Hoje, o destaque é uma determinação tomada no domingo.

O Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) elevou as taxas de refinanciamento (3,85%) e de redesconto (2,25%), tornando mais caro para bancos pegarem emprestado dinheiro do BC chinês. A medida pode intensificar o aperto de liquidez enfrentado pelos bancos chineses.

No Brasil, às 10h07 (horário de Brasília), a taxa projetada pelo DI com vencimento em janeiro de 2012 apontava 12,13%, a mesma do fechamento de ontem. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2013 apresentava taxa de 12,35%, ante 12,37% de ontem.

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