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Juros futuros sobem com correções de apostas pós-Copom

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2011 | 03h07

O mercado de juros futuros se dividiu ontem entre correções técnicas, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a Selic em 0,5 ponto porcentual, e a repercussão sobre a piora do quadro externo. Prevaleceu, no entanto, o viés de alta ao longo de toda a curva a termo, com zeragem de posições daqueles investidores que fizeram, ao mesmo tempo, hedge e aposta para um Copom mais agressivo. Além disso, o curto comunicado após o encontro de quarta-feira continuou alimentando dúvidas sobre o tamanho do ciclo de afrouxamento monetário e abriu espaço para novas apostas nos contratos entre janeiro de 2012 e de 2013.

O fator técnico predominou sobre o mercado de juros, uma vez que os indicadores de inflação conhecidos e o quadro externo cheio de especulações poderiam sugerir alguma devolução de prêmios. O IPCA-15 desacelerou para 0,42% em outubro, ante avanço de 0,53% em setembro e abaixo das estimativas do mercado. Apesar de não ter aplacado a desconfiança de boa parte dos agentes em relação à estratégia do Banco Central, o dado jogou a favor da autoridade monetária, que na pessoa de seu presidente, Alexandre Tombini, vinha dizendo que a inflação entraria em trajetória descendente a partir do quarto trimestre. A dúvida do mercado, no entanto, reside na incerteza de que essa desaceleração será suficiente para fazer o IPCA ficar abaixo do teto da meta neste ano e próximo ao centro dela em 2012, como sustenta o BC.

Já a Bolsa e o dólar foram pautados por rumores e dúvidas sobre a reunião de cúpula da União Europeia (UE) neste domingo, em Bruxelas. Após as especulações da manhã sobre adiamento da reunião da UE , França e Alemanha disseram ontem à tarde que estudam um plano abrangente para solucionar a crise da dívida na região e que a proposta deve ser aprovada em uma segunda reunião da cúpula, prevista para a próxima quarta-feira. O índice Dow Jones e o S&P 500 saíram do vermelho, o que permitiu à Bovespa desacelerar o ritmo de queda, após ter perdido o nível dos 54 mil pontos na mínima do pregão. Mas, ainda assim, a quinta-feira terminou mal para a Bolsa brasileira, que caiu 1,74%, aos 54.009,98 pontos.

Os ânimos no mercado futuro de dólar também se acalmaram diante dessa expectativa mais favorável. A moeda com vencimento em novembro diminuiu a alta, cotada a R$ 1,7870, valor inferior ao registrado no mercado à vista, R$ 1,7930 (+1,07%).

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