Juros futuros sobem com receio de alta de IOF na renda fixa

Os juros futuros continuaram na trilha de alta ontem, sustentados pela renovação dos temores de que o governo eleve a taxação para investimentos estrangeiros em renda fixa e ainda pela pressão de venda de títulos públicos no mercado secundário por quem precisa de caixa para quitar as ações da Petrobrás adquiridas no processo de capitalização, cuja liquidação ocorre hoje. Na esteira do aviso dado na segunda-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo poderá adotar medidas para coibir especulações via capital de curto prazo no câmbio, ontem o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, voltou a tocar nesse tema tão sensível ao mercado. No caso da apreciação do real, Meirelles afirmou que está em aberto a possibilidade de aumento no imposto sobre capital estrangeiro. Segundo Meirelles, o ministro da Fazenda já afirmou que isso é sempre algo que pode ocorrer. Na BM&FBovespa, a taxa do contrato de janeiro de 2013 negociado na subiu de 11,87% para 11,93%.

Cenário: Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2010 | 00h00

As declarações do presidente do BC repercutiram no mercado de câmbio, levando o dólar a abandonar gradualmente a queda ao longo do dia para fechar em leve alta, de 0,06%, a R$ 1,710 no balcão, na contramão do exterior. A moeda norte-americana recuou ante o euro e o iene, após dados fracos sobre confiança do consumidor e produção regional nos EUA alimentarem receios sobre uma recuperação lenta da economia do país. Mas isso não foi o suficiente para impedir os ganhos das bolsas em Nova York. Assim, a Bovespa desencantou, encerrando o pregão acima dos 69 mil pontos pela primeira vez desde abril, em alta de 0,60%, respaldada ainda pelo avanço das commodities metálicas no mercado internacional.

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