Juros longos sobem após ata do BC

Documento leva mercado a apostar em mais um corte na Selic em julho; tamanho da queda da taxa é a questão

Alessandra Taraborelli, Claudia Violante e Silvana Rocha, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

As taxas de juros de longo prazo subiram após o anúncio da ata da reunião do Copom da semana passada divulgada ontem. O documento do BC levou o mercado a apostar em mais um corte na Selic em julho e na possibilidade de que poderá ser o último deste ciclo de flexibilização monetária. A dúvida agora é sobre o tamanho da próxima redução e o período em que a Selic ficará estável até começar a subir. Diante das incertezas, a taxa para janeiro de 2011 subiu a 10,12% e a de janeiro 2012, a 11,16%. Já o juro de janeiro de 2010 caiu a 8,86%. A Bovespa destoou das altas dos índices acionários nos EUA e das commodities e caiu 0,28%, aos 50.903,02 pontos, pela 4ª sessão seguida, elevando as perdas na semana para 4,96%. Pressionado por movimentos técnicos, o Ibovespa voltou ao patamar de 50 mil pontos e registrou a menor pontuação desde 25/5. Nos EUA, as bolsas foram puxadas pelos papéis do setor financeiro, após o secretário do Tesouro,Timothy Geithner, afirmar que o plano de reforma regulatória financeira ajudará a evitar crises futuras. O índice Dow Jones subiu 0,69% e o Nasdaq caiu 0,02%. O dólar à vista subiu 0,66%, a R$ 1,975 no balcão.FRASELuís O. de Souza Leal Economista-chefe do Banco ABC Brasil''Com a ata do Copom, dá para descartar interrupção na redução da Selic. Discussão é sobre como será o próximo corte. Estimo queda de 0,50 pp e sigo com dúvida para setembro''

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